Navegantes, nas duas últimas semanas não tive tempo de fazer as resenhas de animes que comecei a escrever recentemente. Um dos motivos é justamente uma animação japonesa que me consumiu muito tempo para assistir. Por isso, para não passar mais uma semana em branco, colocarei o texto de um anime que gostei bastante: Reino dos Gatos (Neko no Ongaeshi 猫の恩返し).
Anos atrás, quando eu ainda era redatora do site Herói, escrevi uma resenha deste título. Curiosamente, meu texto se tornou alvo de uma ação judicial que tive que abrir contra a editora Escala. Os motivos vocês podem ver neste post. Para quem não leu na época, segue o texto de um dos melhores animes já lançados no Brasil, mas que se tornou raridade. E, aqui fica um registro: não se deve demorar muito para comprar certas obras. Muitas como O Reino dos Gatos merece demais se ter na estante em versão original. Agora, somente neste site.
Reino dos Gatos (Neko no Ongaeshi 猫の恩返し)
Haru é a jovem heroína de O Reino dos Gatos (Neko no Ongaeshi em japonês ou The Cat Returns em inglês). O desenho é de 2002 e é um dos mais recentes do Estúdio Ghibli. Esta é a empresa de Hayao Miyazaki, que além de dono também dirigiu os animes A Viagem de Chihiro e O Castelo Animado entre outros. Porém, O Reino dos Gatos não foi dirigido por Miyazaki.
O diretor é Hiroyuki Morita, que teve sua grande chance na função com esta animação. Basicamente, Morita foi um dos animadores de Gunsmith Cats, O Serviço de Entregas de Kiki, Perfect Blue, Planetes e dois filmes de Tenchi Muyo. A animação não conta com figuras muito conhecidas na produção. Quem se destaca é Reiko Yoshida, roteirista que atuou Aria, Gad Guard, Peach Girl, Samurai X (OVA), School Rumble e Tokyo Mew Mew.
A história
Haru é uma jovem estudante normal japonesa de animes. Ela chega atrasada à escola, ouve o esculacho do professor e agüenta as risadinhas dos colegas. Tem uma amiga e fica encantada com um bonitão pelo qual todas as garotas suspiram. Até aí tudo normal. Só que ela salva um gatinho de ser atropelado. O bichano é na verdade o príncipe do Reino dos Gatos. O rei gato vai agradecê-la e depois praticamente obriga Haru a se tornar noiva do príncipe. Obviamente, ela não quer se tornar noiva de um felino e acaba contando com a ajuda de outros dois gatos. Um deles é Muta, um bichano enorme. O outro é Barão, um gato galante e bem vestido que dá uma força a Haru.
Como todo anime do estúdio Ghibli, existem várias circunstâncias fantásticas que envolvem a personagem principal. E também cenas absurdas como a dos “Gatos de Preto” esbofeteando os gatos vira-latas no início do desenho e os guarda-costas, que lançam os felinos indesejáveis para fora do palácio. Diferente de O Castelo Animado ou A Viagem de Chihiro, em O Reino dos Gatos é muito mais perceptível que o anime foi todo colorido no computador. Nos outros dois, as cores tem um ar mais natural (feitos à mão), ainda que também tenham sido coloridos digitalmente.
Outro ponto forte deste título é a música de encerramento cantada por Ayano Tsuji. A canção é linda e vale a pena acompanhar os créditos só para ouvir Kaze ni Naru, o título da música.
A dublagem
A dublagem de O Reino dos Gatos foi feita no estúdio Sigma. Não é um trabalho com caráter duvidoso. Como foi um título pouco badalado, o estúdio pode fazer um trabalho bem feito sem interferência de terceiros e sem pressão e por isso, a dublagem é ótima. A tradução e adaptação foram bem feitas com falas atuais. A parte técnica é boa (somo e mixagem), o que contribui ainda mais para a interpretação dos dubladores. Com tudo a favor, os artistas da voz mostram porque a dublagem brasileira é considerada uma das melhores do mundo. As vozes:
Haru: Letícia Quinto (Saori de Cavaleiros do Zodíaco, Kagome de InuYasha)
Barão: Armando Tiraboschi (Narak de InuYasha)
Muta: Tatá Guarnieri (Kenshin de Samurai X)
A mãe: Cecília Lemes (Lucy de As Guerreiras Mágicas de Rayearth e a Chiquinha do Chaves)
A amiga: Eleonora Prado (Kelly de Um Amo de Família)
Toto: Cassius Romero (1º Aoshi de Samurai X e 1º Tuxedo Mask de Sailor Moon)
O ponto negativo fica por canta da própria Europa Filmes, que não colocou os créditos da dublagem ao final do desenho. O Reino dos Gatos já está nas locadoras com duas capas diferentes e é uma ótima pedida para aqueles que querem se divertir. E também ver que o estúdio Ghibli sabe fazer histórias fantásticas cômicas. Quem quiser conhecer a obra de outra forma, O Reino dos Gatos também tem um mangá tankoubon com 215 páginas lançado pela Viz Media nos Estados Unidos com o título de Baron: The Cat Returns.
Anos atrás, quando eu ainda era redatora do site Herói, escrevi uma resenha deste título. Curiosamente, meu texto se tornou alvo de uma ação judicial que tive que abrir contra a editora Escala. Os motivos vocês podem ver neste post. Para quem não leu na época, segue o texto de um dos melhores animes já lançados no Brasil, mas que se tornou raridade. E, aqui fica um registro: não se deve demorar muito para comprar certas obras. Muitas como O Reino dos Gatos merece demais se ter na estante em versão original. Agora, somente neste site.
Reino dos Gatos (Neko no Ongaeshi 猫の恩返し)
Haru é a jovem heroína de O Reino dos Gatos (Neko no Ongaeshi em japonês ou The Cat Returns em inglês). O desenho é de 2002 e é um dos mais recentes do Estúdio Ghibli. Esta é a empresa de Hayao Miyazaki, que além de dono também dirigiu os animes A Viagem de Chihiro e O Castelo Animado entre outros. Porém, O Reino dos Gatos não foi dirigido por Miyazaki.
O diretor é Hiroyuki Morita, que teve sua grande chance na função com esta animação. Basicamente, Morita foi um dos animadores de Gunsmith Cats, O Serviço de Entregas de Kiki, Perfect Blue, Planetes e dois filmes de Tenchi Muyo. A animação não conta com figuras muito conhecidas na produção. Quem se destaca é Reiko Yoshida, roteirista que atuou Aria, Gad Guard, Peach Girl, Samurai X (OVA), School Rumble e Tokyo Mew Mew.
A história
Haru é uma jovem estudante normal japonesa de animes. Ela chega atrasada à escola, ouve o esculacho do professor e agüenta as risadinhas dos colegas. Tem uma amiga e fica encantada com um bonitão pelo qual todas as garotas suspiram. Até aí tudo normal. Só que ela salva um gatinho de ser atropelado. O bichano é na verdade o príncipe do Reino dos Gatos. O rei gato vai agradecê-la e depois praticamente obriga Haru a se tornar noiva do príncipe. Obviamente, ela não quer se tornar noiva de um felino e acaba contando com a ajuda de outros dois gatos. Um deles é Muta, um bichano enorme. O outro é Barão, um gato galante e bem vestido que dá uma força a Haru.
Como todo anime do estúdio Ghibli, existem várias circunstâncias fantásticas que envolvem a personagem principal. E também cenas absurdas como a dos “Gatos de Preto” esbofeteando os gatos vira-latas no início do desenho e os guarda-costas, que lançam os felinos indesejáveis para fora do palácio. Diferente de O Castelo Animado ou A Viagem de Chihiro, em O Reino dos Gatos é muito mais perceptível que o anime foi todo colorido no computador. Nos outros dois, as cores tem um ar mais natural (feitos à mão), ainda que também tenham sido coloridos digitalmente.
Outro ponto forte deste título é a música de encerramento cantada por Ayano Tsuji. A canção é linda e vale a pena acompanhar os créditos só para ouvir Kaze ni Naru, o título da música.
A dublagem
A dublagem de O Reino dos Gatos foi feita no estúdio Sigma. Não é um trabalho com caráter duvidoso. Como foi um título pouco badalado, o estúdio pode fazer um trabalho bem feito sem interferência de terceiros e sem pressão e por isso, a dublagem é ótima. A tradução e adaptação foram bem feitas com falas atuais. A parte técnica é boa (somo e mixagem), o que contribui ainda mais para a interpretação dos dubladores. Com tudo a favor, os artistas da voz mostram porque a dublagem brasileira é considerada uma das melhores do mundo. As vozes:
Haru: Letícia Quinto (Saori de Cavaleiros do Zodíaco, Kagome de InuYasha)
Barão: Armando Tiraboschi (Narak de InuYasha)
Muta: Tatá Guarnieri (Kenshin de Samurai X)
A mãe: Cecília Lemes (Lucy de As Guerreiras Mágicas de Rayearth e a Chiquinha do Chaves)
A amiga: Eleonora Prado (Kelly de Um Amo de Família)
Toto: Cassius Romero (1º Aoshi de Samurai X e 1º Tuxedo Mask de Sailor Moon)
O ponto negativo fica por canta da própria Europa Filmes, que não colocou os créditos da dublagem ao final do desenho. O Reino dos Gatos já está nas locadoras com duas capas diferentes e é uma ótima pedida para aqueles que querem se divertir. E também ver que o estúdio Ghibli sabe fazer histórias fantásticas cômicas. Quem quiser conhecer a obra de outra forma, O Reino dos Gatos também tem um mangá tankoubon com 215 páginas lançado pela Viz Media nos Estados Unidos com o título de Baron: The Cat Returns.








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