Desejo: Um dia volto...
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terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Iracema

Iracema, de José de Alencar é um dos clássicos de nossa literatura. É uma daquelas obras costumeiramente postas em provas de vestibular. Tem uma narrativa um tanto cansativa para quem eventualmente esteja iniciando no mundo da leitura. Para quem já está acostumado, mesmo com algumas palavras desconhecidas, é passível de lê-lo e compreendê-lo tranquilamente. Certamente, "Senhora" - outra obra de Alencar - é muito mais cativante. Mas, não deixa de ser curiosa, especialmente pelos fatores históricos contidos dentro desta ficção.
O autor "acomoda informações obtidas de fontes documentadas e acrescenta, ao sabor de sua imaginação, fatos fictícios. Martins Soares Moreno, guerreiro português (componente histórico), apaixona-se pela índia tabajara Iracema (componente principal da lenda). No pequeno enredo exposto, existe uma das testes fundamentais do Romantismo a origem do povo brasileiro, cuja bravura e honra derivam da miscigenação do indígena com o branco.


terça-feira, 17 de janeiro de 2017

O menino do pijama listrado - livro

O menino do pijama listrado (THE BOY IN THE STRIPED PYJAMAS: A FABLE) de John Boyne traz um interessante relato fictício da Segunda Guerra Mundial. O desconhecimento de algumas pessoa ante os fatos, no caso, uma criança. Sem entender as atrocidades cometidas pelos adultos e sem as influências nefastas dos mesmos, como pessoa ainda em sua primeira fase se c comporta ante os fatos. A sinopse oficial traz bem as informações básicas,
Bruno tem nove anos e não sabe nada sobre o Holocausto e a Solução Final contra os judeus. Também não faz ideia que seu país está em guerra com boa parte da Europa, e muito menos que sua família está envolvida no conflito. Na verdade, Bruno sabe apenas que foi obrigado a abandonar a espaçosa casa em que vivia em Berlim e a mudar-se para uma região desolada, onde ele não tem ninguém para brincar nem nada para fazer. Da janela do quarto, Bruno pode ver uma cerca, e para além dela centenas de pessoas de pijama. Em uma de suas andanças Bruno conhece Shmuel, um garoto do outro lado da cerca que curiosamente nasceu no mesmo dia que ele. Conforme a amizade dos dois se intensifica, Bruno vai aos poucos tentando elucidar o mistério que ronda as atividades de seu pai.
O título faz-nos pensar quantas pessoas eram contra o regime - como a esposa e avó de Bruno - e quantos "Brunos" existiram naquele momento. Como a inocência de uma criança pode ou não ser tirada por pessoas e situações. É um livro relativamente rápido de ser lido. Mas, acabamos por demorar um pouco a lê-lo justamente pelos momentos de reflexão que faz-nos divagar. Uma boa leitura acerca daquele período histórico.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Viagem ao Centro da Terra

Viagem ao centro da Terra é um ótimo livro de aventura escrito por uma das mentes mais brilhantes da literatura: Júlio Verne. Ele escreveu uma história que faz-nos pensam para onde levam as grutas escondidas nos mais longínquos lugares. Como Verne já escrevera em outras publicações fatos que mais pareciam "profecias", talvez por este motivo, ler "Viagem" dá esta sensação. Como bem diz a sinopse da publicação da editora Melhoramentos,

Otto Lidenbrock é um homem determinado. Sua mente de cientista sempre o faz aceitar todo de desafio que lhe seja proposto. Quando descobre, dentro de um livro raro, um roteiro de viagem escrito por um célebre cientista islandês do século XVI, toma para si a obrigação de cumprir tal roteiro. No entanto, há um problema. Não se trata de uma viagem qualquer, mas sim de uma expedição ao centro da Terra. Ao lado de seu inteligente sobrinho Axel e do destemido guia Hans, Lidenbrock terá de enfrentar rios de lava, criaturas pré-históricas e muitos outros perigos para descobrir os segredos das profundezas do planeta.
Este é um livro com muitas descrições e fatos e sequências realmente bem minuciosos. É muito bom para fomentar a criatividade na cabeça do leitor. Ao caminhar das páginas, lemos cada vez mais rápido porque ficamos com a sensação de "o que vai acontecer a seguir?" É a vontade de terminar logo e saber qual o final. Título perfeito para quem está iniciando o universo ou que tenha pouco hábito da leitura. Está disponível em várias versões, preços e editoras.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

O velho e o mar

O velho e o mar é um clássico da literatura americana. Foi escrito por Ernest Hemingway e lançada originalmente em 1952, poucos anos depois dele ser sido correspondente de guerra e quando o autor viveu em Cuba antes da "Era Castro". Seguindo a resenha da versão que lemos,
Depois de passar quase três meses sem fisgar um peixe, escarnecido pelos colegas de profissão, o velho Santiago enfrenta o alto-mar, sozinho, em seu pequeno barco. Quer provar aos outros e a si mesmo que ainda é um bom pescador. É em completa solidão que ele travará uma luta de três dias com um peixe imenso, um animal quase mitológico, que lembra um ancestral literário, a baleia Moby Dick.
É um bom livro, com um embate interessante entre o "velho" e o animal. Como a maioria das cenas são dele sozinho, quem folear o livro verá alguns travessões, dando a entender de diálogos. Não se engane, se estiver no "meio" da obra, certamente são as falas que ele faz sozinho. Afinal, Santiago está solitário em alto mar.
Outro ponto curioso é como o menino é chamado. Em português é simplesmente "garoto". Como a história ocorre na América Latina, não há como não lembrar do termo em espanhol: "chavo". Esta é a forma como os garotos são chamados, daí por isso é o nome original da série mexicana mais conhecida no Brasil: "Chaves". Contando com este detalhe curioso, O velho e o mar é uma visão quase que romântica de um americano e a relação com a antiga Cuba.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

44% da população brasileira não lê e 30% nunca comprou um livro

Nesta seção de "livros", fazemos uma pausa para falar da pesquisa 44% da população brasileira não lê e 30% nunca comprou um livro, aponta pesquisa Retratos da Leitura. Inegável que é estarrecedor e triste. Menos da metade da população brasileira tem o hábito da leitura.
Ao ler a matéria, vemos que muita gente, muita gente mesmo... lê a Bíblia. A maioria dos leitores é formada por mulheres. Há alguns estilos de preferência, que podem ser vistos na matéria completa. Em todas as categorias, a Bíblia é "hors concours". Isso não seria ruim. Contudo, com orientação pífia e de pessoas sem escrúpulos, pode se tornar um grande perigo.
No final, fica aqui nosso registro de nossa tentativa quinzenal de incentivar aos leitores deste site nesta jornada da leitura, indicando livros passíveis de serem adquiridos ou simplesmente lidos de graça. Afinal, lembremos que existem as bibliotecas - as quais já citamos nesta página - justamente para isso. Que possamos melhorar nos hábitos de leitura.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

O Filho do Padeiro

Raras vezes, esta resenhista pega um livro sem saber nada sobre o mesmo e nem do autor. Entretanto, era comum em tempos atrás procurar obras em biblioteca por motivos diversos. No caso deste, pelo título curioso – O Filho do Padeiro - e por ter poucas páginas. E, no final, foi uma experiência interessante lê-lo.
Em O Filho do Padeiro, temos a história de uma jovem que vai viver em um bairro em Porto Alegre e conhece o filho do dono de uma padaria. O início da história traz uma série de comentários alimentícios que, se você estiver com fome, realmente ficará ainda mais. Contudo, ao avançar da obra, percebemos que tem tons eróticos fortes. Não é nada revolucionário, mas diverte para quem estiver procurando uma história curta. Um ponto curioso que chamou a atenção.
Lá pelas tantas, a personagem diz: “De alegria também, porque um mundo novo se abria para mim, com sinagogas em vez de igrejas, com rabinos no lugar de padres, com um movimento constante de neo-hippies, fisiculturistas, esotéricos e punks, bem diferente de onde tinha vivido.” É curioso que este trecho, ao término da obra, não parece ação e sentimento da personagem, mas sim do próprio autor que talvez tenha passado por esta experiência, difícil saber.
Na edição lida da editora L&PM, o livro de Sérgio Capparelli também tem outra história dele: Ritos de Passagem em Estudo Culturais. É uma narrativa de como uma aluna vive sua vida acadêmica na prática, em uma entrevista de campo. É uma mistura de ficção e realidade, já que o fundo são os estudos culturais. História estranha, com tom cíclico, mas também interessante.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Os judeus foram nossos avós

Como já dissemos anteriormente, a História do Brasil deve ser revisada para que diversos povos que foram importantes em nossa formação possam se fazer presentes em nossa historiografia. Uma publicação que contribui para isso é Os judeus foram nossos avós do professor e genealogista Marcos Antônio Filgueira.
"Na obra, Filgueira percorre elementos da história marrana, relaciona a Bíblia com os cristãos-novos, estuda a onomástica cristã-nova e apresenta estudos genealógicos dos descendentes dos primeiros povoadores de origem judaica no Nordeste."
Vale lembrar que entre os diversos nomes dados aos judeus, um deles é marrano, que tem o sentido de "porco". Traz diversas curiosidades, especialmente em seu último capítulo, os costumes - ou crendices - que as pessoas praticam sem saber a origem, muitas vezes judaicas. Livro importante para o resgate da História do Brasil.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Para ler o Pato Donald

Para ler o Pato Donald de Ariel Dorfman e Armand Mattelart é certamente, uma das maiores bobagens escritas no século passado. É uma publicação com tom ridículo de "denúncia" do capitalismo. A "coisa" já começa em uma das descrições retiradas em sites de compras,
Os autores analisam um dos mais poderosos veículos da comunicação de massa, os quadrinhos, que se transformam em desenhos animados nas salas de cinema e na televisão, gerando inúmeros outros produtos. Reconhecendo a importância dessa indústria cultural, eles apontam o seu símbolo máximo, Walt Disney, examinando minuciosamente a influência exercida pelos personagens disneianos na educação e no relacionamento social de crianças de todo o mundo.
Só pelo texto acima, vemos os problemas que a obra pode ocasionar. Os autores não examinaram nada da vida profissional de Walt Disney. É um verdadeiro festival de "achismos" do que eles acreditam ser verdades. Pegam quadrinhos e fazem uma série de confabulações loucas sem ter conversado com autores e nem saber o que os mesmos pensam.
Aqui fica o registro que quem escreve seja o que for, é fruto de um contexto social, econômico e cultural e isto não é nem cogitado a avaliação dos autores. No final, vale a pena ler Para ler o Pato Donald e entender como mentes doentes por ideologias agem e podem deturpar e contribuir para análises erradas do mundo.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Os Judeus que Construíram o Brasil

Os judeus que construíram o Brasil – fontes inéditas para uma nova visão da história é uma daquelas obras muito necessárias para se conhecer mais a História do Brasil. Assim como negros, índios, japoneses, italianos entre outros, os judeus tiveram papel fundamental na economia, sociedade e cultura brasileira, em todas as regiões do país. Também mostra que o preconceito que muitas pessoas têm contra o povo judeu é histórica. As pessoas simplesmente "não gostam", "não conhecem" mas, por questões que elas não conhecem, achincalham. O livro é da Editora Planeta, e o resumo já elucida bem que a obra é indispensável para o estudo de nossa sociedade,
Um capítulo escondido do Brasil. Uma passagem mantida em sigilo. Um passado que envergonha a todos: a fatídica história da Inquisição portuguesa que transferiu para a colônia a perseguição aos judeus. Discriminação, racismo, mortes. Esta é a grande revelação que traz o livro "Os judeus que construíram o Brasil – fontes inéditas para uma nova visão da história". Resultado de pesquisas realizadas em todo o mundo e, em especial, no até então secreto arquivo do Santo Ofício da Inquisição, esta obra mostra como os judeus e os cristãos novos foram perseguidos nos séculos XVI, XVII e XVIII.
A Inquisição contra os judeus foi autorizada pelo Papa e começou em 1478 na Espanha e em 1536 em Portugal. Mas só no final do século XVI, em 1591, os portugueses mandaram quadros para o Brasil a fim de vigiar e perseguir os judeus. Distante da Europa, o país foi o destino de muitos convertidos, os cristãos-novos. Neste livro, as historiadoras Anita Novinsky, Daniela Levy, Eneide Ribeiro e Lina Gorenstein contam como a Inquisição prendeu mais de mil pessoas, sendo que 29 morreram, além de provocar o desaparecimento de outras mil e de arruinar com famílias em todo o país.
Este é um grande complemento de outros autores e obras que explicam nossa sociedade. Algumas atitudes atuais dos brasileiros podem ser explicadas pela vida dupla que muitas pessoas tiveram por gerações. Estas pessoas foram os cristãos-novos, os judeus convertidos a força pela Inquisição. Em casa, uma religião, fora dela, outra. É possível que sim, esta duplicidade tenha influenciado em nossas ações atuais enquanto povo. Para se ter ideia, outro ponto curioso são dos bandeirantes, muitos deles convertidos a força e que, talvez por isso, tenham tido tanta restrição contra os jesuítas. Título histórico obrigatório para compressão do povo brasileiro.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Constituição Federal do Brasil

Há diversos livros interessantes e importantes para se ter na estande. Alguns, inclusive, para servirem sempre de consulta constante, para que as pessoas são sejam enganadas ou que elas próprias possam ter ideia real de algum fato. Uma destas publicações é justamente a Constituição da Federal da República Federativa do Brasil.
Também conhecida como "carta magna", a publicação está sempre passando por atualizações devido às emendas constitucionais. Por isso, é interessante adquiri-la de tempos em tempos. Por ser obra de domínio público, é possível vê-la na internet em sites oficiais. Contudo, ter o material em papel e de fácil acesso sempre é importante. Título obrigatório para consulta.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

ESTRELA AMARELA (Yellow Star)

Estrela Amarela (Yellow Star) de Jennifer Roy é daqueles livros que a gente encontra sem querer em uma prateleira de livraria, lê a sinopse e tem certeza que o mesmo é excelente. Por diversos motivos: compreensão pessoal, entendimento de que nossos problemas são muito pequenos comparados aos que um criança pode passar, os motivos que levam uma pessoa a migrar de um local a outro costumam ser dolorosos.
As linhas abaixo são um resumo da publicação que está no site da Companhia das Letras. Até mesmo quem escreveu este resumo deve ter se emocionado com o título, de tão perfeito que este resumo é. Expressa palavras e usa a simplicidade necessária para descrever a publicação fantástica que é "Estrela Amarela". Título obrigatório para quem acredita que tem problemas e poder entender que há outros maiores no mundo.
E, que a História, a humanidade, não pode de forma alguma, esquecer o Holocausto. O absurdo de um momento histórico visto pelo olhar de uma criança. Os fatos da obra são verídicos. Infelizmente, pelo livro ter sido escrito publicado em 2006, e pelas pesquisas que fizemos, a protagonista Sylvia Perlmutter já faleceu. Mas, como a autora do livro bem nos lembra: a memória de todos aquelas pessoas que partiram por causa do ódio não pode ser esquecida. Nunca.

Como tantos outros sobreviventes do Holocausto, Sylvia Perlmutter ficou em silêncio por muitos anos, tentando esquecer aquilo por que passou. Mas, aos poucos, com a chegada da velhice, as lembranças começaram a vir à tona; Sylvia sonhava com a guerra e se lembrava constantemente do sofrimento pelo qual havia passado. Era hora de contar a sua história.
E foi o que ela fez: falou e falou à sobrinha, Jennifer Roy, escritora experiente, que soube transformar essas conversas em um relato tocante e ao mesmo tempo delicado. Roy se utiliza da voz da própria Sylvia para narrar o dia a dia da família e a sua luta pela sobrevivência durante os seis anos de guerra. No começo, com apenas quatro anos, Sylvia nem ao menos entende o que se passa à sua volta. “Minha boneca é judia?”, ela se questiona. Seus pais decidem fugir para Varsóvia, mas não conseguem trabalho. Ao retornarem a Lodz, são obrigados a abandonar sua casa para viver em um apartamento bem pequeno, sem banheiro, com as duas filhas.
A partir daí, tudo passa a ser diferente: as meninas não podem ir à escola - a mais velha deve trabalhar, assim como os pais, e Sylvia fica em casa sozinha o dia todo -; é preciso reinventar as brincadeiras, já que não há mais brinquedos; comer o que os alemães permitem, e muitas vezes morrer de fome; se acostumar com as cores tristes do gueto e com alguns acontecimentos assustadores, como o dia em que Hava, a grande amiga de Sylvia, some sem deixar rastro.
As estações do ano se seguem e o plano de extermínio dos alemães se intensifica. Sylvia precisa passar as noites escondida em uma sepultura, no cemitério, e meses trancada com outras onze crianças pequenas, todas muito doentes, em um porão totalmente escuro e úmido. São “as crianças do porão”, as únicas sobreviventes do gueto. Quando os russos chegam, e Sylvia pensa em liberdade pela primeira vez, está a um dia de completar dez anos.
Dividido em quatro partes cronológicas, cada uma com uma introdução sobre os acontecimentos históricos do período, Estrela amarela é um relato íntimo e tocante, feito a partir dos olhos dessa menininha, que mais de uma vez escapa da morte apenas com a ajuda do acaso.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

A ciência dos superpoderes

A ciência dos superpoderes - da editora Cultrix é uma obra interessante acerca do universo dos heróis e vilões dos quadrinhos americanos. Escrito por Juan Scaliter, tem 296 páginas e custa menos que R$ 40,00. Escrevemos uma resenha tempos atrás acerca desta publicação interessante. Não é exatamente uma obra-prima, mas seu conteúdo pode cativar alguns leitores. Veja mais clicando no link acima.

terça-feira, 19 de julho de 2016

Livros no site do Senado Federal

Temos o hábito de entrar tão pouco nos sites governamentais, que perdemos algumas possibilidades. No site do Senado Federal há a possibilidade de acesso de diversos livros de domínio público. Não é o mesmo link de semanas atrás. Fica o registro, para aquelas obras que, normalmente, são usadas em vestibulares.

terça-feira, 5 de julho de 2016

Livros, artigos e mais em Domínio Público

Há uma biblioteca digital, desenvolvida em software livre, que pode ser desativada por falta de acessos. É possível ver as grandes pinturas de Leonardo Da Vinci; escutar músicas em MP3 de alta qualidade; ler obras de Machado de Assis ou  a Divina Comédia; ter acesso às melhores historinhas infantis e vídeos da TV ESCOLA, ARTIGOS CIENTÍFICOS, entre outros materiais. Está no site Domínio Público, do Ministério da Educação. Só de literatura portuguesa são 732 obras. Esta é uma boa ferramenta de disseminação da cultura e do gosto pela leitura.

terça-feira, 21 de junho de 2016

Paródia, paráfrase & cia

O livro Paródia, paráfrase & Cia de Affonso Romano de Sant'Anna é uma boa publicação para elucidar as diferenças destes estilos. É um livro relativamente pequeno, com média de 94 páginas. Porém, isso não faz dele uma publicação fácil. Traz as diferenças de apropriação de um texto em relação a outro. O autor também nos apresenta exemplos e também alguns conceitos históricos e artísticos necessários para uma melhor compreensão de sua obra.
Sant´Anna é um estudioso da PUC-RJ e como tal, tem um estilo de escrita relativamente sofisticado. É possível entendê-lo, mas é necessário uma certa atenção para não se perder nas considerações dele. Livro indicado especialmente para quem gosta de escrever. A capa ao lado é uma edição mais antiga. Lembramos que a mesma da editora Ática já sofreu alterações.

terça-feira, 7 de junho de 2016

Cultura brasileira e identidade nacional de Renato Ortiz

Cultura brasileira e identidade nacional de Renato Ortiz é um bom livro a ser lido no atual momento da História brasileira, em que se discute o que é cultura e a necessidade da atenção da mesma com um ministério de Estado. A primeira edição foi de 1985, mas parece que a questão da cultura posta por Ortiz continua atual. De acordo com a sinopse retirada do Google Books:
O autor procura mostrar que a identidade nacional está profundamente ligada a uma reinterpretação do popular pelos grupos sociais e à própria construção do Estado brasileiro. Não existe, assim, uma identidade autêntica, mas uma pluralidade de identidades, construídas por diferentes grupos sociais em diferentes momentos históricos.
Ou seja, Ortiz relata do ponto de vista cultural toda a diversidade da existência da sociedade brasileira. Assim como Darcy Ribeiro relata acerta das matrizes gerais do povo brasileiro, o autor de "O Povo Brasileiro" foca nas questões culturais. Como Ortiz bem nos lembra, "o dilema dos intelectuais do final do século é o de construir uma uma identidade nacional. Para tanto é necessário se reportar às condições reais da existência do país."
É importante neste momento, analisar o que já foi escrito e pensar em melhorias conforme as necessidades atuais da nossa sociedade. Com ideias e ações que possam melhorar as condições culturais do país, inclusive pegando exemplos já executados que deram certo, e os que deram errado para não fazê-los novamente.

terça-feira, 24 de maio de 2016

Livro de Zygmunt Bauman é sempre atual

Globalização: as consequências humanas, é dos livros do sociólogo polonês Zygmunt Bauman. O título foi lançado originalmente em 1998, momento em que o termo estava eu seu auge. Hoje porém, falar em globalização é algo quase redundante. Tão óbvio o momento que vivemos.
O termo é muito lembrado em sua vertente puramente econômica. Contudo, nem sempre são lembradas suas consequências no mundo real, aquele que está próximo, ao nosso lado, em nossa vizinhança. Aqui ficam os apontamentos de Bauman, que nos recorda e relembrar diversos aspectos sociais desta globalização. Veja resenha completa desta publicação neste link.

terça-feira, 10 de maio de 2016

Cultura da Mídia, onde estamos inseridos...

Certos livros são importantes de serem comentados e lidos por todos, mas especialmente por quem trabalha ou lida com cultura diretamente. Cultura da Mídia, de Douglas Kellner é um destes casos. O autor, da escola inglesa de "estudos culturais", fez diversos estudos acerca da cultura que nos cerca e que estamos envolvidos diariamente.
Mostra-nos os lados positivos e negativos da cultura midiática que está a nossa volta. Sim, nem ao céu, e nem ao inferno. Ela é causa e efeito das ações humanas em diversos âmbitos e campos sejam políticos, econômicos, tecnológicos ou sociais. A resenha completa pode ser vista neste link.

terça-feira, 26 de abril de 2016

A Metamorfose

A Metamorfose é daqueles livros que incomodam bastante por mostrar-nos coisas as quais vivemos ou poderemos viver. Mesmo com o tom surreal da obra de Franz Kafka. Apesar do site oficial da L&PM Editores citar bastante o segundo conto "O Veredicto", que provavelmente faz muita alusão a própria vida do autor, é em A Metamorfose que acabamos por favor uma reflexão acerca de nossa própria vida.
Gregor Samsa tem uma vida normal. É um típico assalariado do início do século XX, que sustenta a família com um bom emprego. Contudo, por uma situação nada explicada, ele se transforma em um inseto grande. Obviamente causa uma situação estranha na família. Num primeiro momento, podemos imaginar que a metamorfose em questão é a mudança dele.
Não é. A mudança gradual ocorre nos sentimentos dele em relação a família e da própria família em relação a ele. E os questionamentos também: até que ponto vale a pena nos dedicarmos a alguém? Até que ponto uma pessoa se torna um fardo em nossas vidas? São questões existenciais que acontecem no âmbito humano e familiar. Interessante e assustador porque faz-no enxergarmos a nós mesmos.

terça-feira, 12 de abril de 2016

Cidadania cultural: O direito à cultura

Em Cidadania cultural: O direito à cultura, a autora Marilena Chaui traz uma série de informações acerca do ponto de vista e ação cultural da perspectiva de um viés político. A autora cita como exemplo o momento em que trabalhou na Secretaria Cultura no governo de Luiza Erundina (então do Partido dos Trabalhadores - PT), entre 1989 e 1993. No livro, como nos recorda a sinopse oficial,
Em quatro ensaios, a filósofa Marilena Chaui trata de questões centrais do debate político e intelectual da atualidade. Retomando as discussões sobre o nacional e o popular na cultura e apresentando um balanço de sua atuação na Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo no início dos anos 1990, Chaui interliga a questão do direito à cultura e à memória, democracia e socialismo, propondo um olhar instigante e revelador sobre a cultura e suas condições de produção e difusão, sempre a partir de um ponto de vista de esquerda.
Chega a ser curioso que naquele momento histórico, alguns pontos faziam sentido e tiveram a importância histórica temporal. Entretanto, mais de 20 anos depois, percebemos que o pensamento esquerdista cultural usou e muito mal as ideias de Gramsci e Raymond Williams. Basta ver que ou as ideias tornaram-se obsoletas, ou sofreram metamorfose ou pior, não foram implementadas ou foram de forma equivocada.
Na perspectiva gramsciana, o popular na cultura significa, portanto, a transfiguração expressiva de realidades vividas, conhecidas, reconhecíveis e identificáveis, cuja interpretação pelo intelectual, pelo artista e pelo povo coincidem. Esta transfiguração pode ser realizada tanto pelos intelectuais "que se identificam com o povo", como por aqueles que saem do próprio povo, na qualidade de seus intelectuais orgânicos.
Ao ongo de todos estes anos, o livro parece fora da realidade e obsoleto. Todas as realidades citadas acima foram abarcadas, ou algumas foram sumariamente ignoradas, aquelas julgadas de "cultura de elite"? Na prática, muitos intelectuais confundiram-se como pessoas que pensam e recebem em proveito próprio - vide $$ - esquecendo que se a cultura é para todos, não poderia esquecer de parcelas da população. E pior, não enxergar que a sociedade está sempre em mutação, e que conceitos tão como "cultura de elite", "cultura de massa", "cultura popular" muitas vezes causam embates desnecessários.
Ou pior, usar os recursos destas parcelas em proveito próprio, como vimos recentemente em "leis de incentivo", em que "intelectuais que se identificam com o povo", como citado nas próprias palavras de Chaui, são justamente os principais receptores financeiros. E aqui, também temos uma confusão grande: a questão cultural e econômica. Mesmo que se queira ignorar a economia, a mesma está inserida e deve ser pensada não de maneira romântica, mas de forma clara e objetiva.
Chega a ser curioso que existe uma fusão de uma ideia gramsciana com frankfurtiana. Algo que talvez não tenha ocorrido em nenhum outro lugar no mundo. A Escola de Frankfurt de certa forma não dava valor ao popular. Ao londo dos anos, usou-se os conceito de Gramsci para desmerecer a cultura erudita não selecionada. Ou seja, os gramscianos fizeram exatamente a mesma coisa, de forma invertida ao frankfurtianos.
A leitura do livro é importante para se compreender, no final das contas, que certas ideias são lindas no papel, são funcionais em certos momentos históricos. Mas, que para que continuam a ter fundamentos, deve-se evoluir igualmente como a sociedade evoluiu. Deve-se investir em educação. Que todo o povo possa manifestar-se. E que, no final, os intelectuais que Chaui citou possam realmente serem pelo povo, e não pelo próprio bolso, como vimos músicos e outros artistas conceituados agirem.
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