Frankenstein de Mary Shelley deve ser uma das histórias recentes mais deturpadas pelo cinema e outras mídias culturais. O título original é o livro do século XIX. A publicação lida por esta resenhista foi da editora Hedra, que por sua vez, foi baseada na edição original de 1831.
Muitos devem saber que a história, em verdade, centra-se no criador, o Frankenstein. O cinema encarregou-se de confundir a cabeça de quem não leu o impresso, dizendo que Frankenstein era a criatura. Só por este motivo já é importante uma leitura deste clássico. O que motivou-nos a escrever esta resenha foi o filme Frankenstein – Entre Anjos e Demônios cujos detalhes podem ser visto no link anterior.
Este filme, como muitos outros, apresenta-nos uma criatura como figura central. No livro, Frankenstein – o criador - é definitivamente o protagonista. Suas motivações, seus desejos ante o mundo; seu horror ante sua criação são o ponto central da obra. Que, oscila em momentos de agradável fluidez, e momentos de um texto arrastado.
O livro inteiro não possui uma conversa formal com "travessões". A autora conseguiu algo difícil, escrevê-lo todo em primeira pessoa, independente da pessoa que seja: criador, criatura, marinheiro. Não há um "ser" que observa tudo, mas sim uma observação sempre vista do ponto de vista de alguém da história. Este elemento textual é um diferencial difícil de ser encontrado na literatura, pois obras em primeira pessoa normalmente são do ponto de vista somente de um personagem.
Desta edição é complicado indicar ou não a leitura da "Introdução" no primeiro ou segundo momento, pois a mesma é um tanto chata de ser lida, com um texto moroso. Há detalhes de percepção demais, enquanto o comum para muitos leitores são descrições de situações "a la Julio Verne". Porém, independente de se ler no início ou ao final, aconselhamos a leitura da "Introdução".
Frankenstein de Mary Shelley vale a leitura pelo conhecimento da obra original em si. Sem enganos, sem os exageros cometidos em outras mídias. Mesmo com momentos descritivos demasiados sonolentos, seus momentos de tensões psicológicos são intensos e curiosos para estudos literários. Certamente, um título obrigatório, especialmente para pretensos escritores.
Muitos devem saber que a história, em verdade, centra-se no criador, o Frankenstein. O cinema encarregou-se de confundir a cabeça de quem não leu o impresso, dizendo que Frankenstein era a criatura. Só por este motivo já é importante uma leitura deste clássico. O que motivou-nos a escrever esta resenha foi o filme Frankenstein – Entre Anjos e Demônios cujos detalhes podem ser visto no link anterior.
Este filme, como muitos outros, apresenta-nos uma criatura como figura central. No livro, Frankenstein – o criador - é definitivamente o protagonista. Suas motivações, seus desejos ante o mundo; seu horror ante sua criação são o ponto central da obra. Que, oscila em momentos de agradável fluidez, e momentos de um texto arrastado.
O livro inteiro não possui uma conversa formal com "travessões". A autora conseguiu algo difícil, escrevê-lo todo em primeira pessoa, independente da pessoa que seja: criador, criatura, marinheiro. Não há um "ser" que observa tudo, mas sim uma observação sempre vista do ponto de vista de alguém da história. Este elemento textual é um diferencial difícil de ser encontrado na literatura, pois obras em primeira pessoa normalmente são do ponto de vista somente de um personagem.
Desta edição é complicado indicar ou não a leitura da "Introdução" no primeiro ou segundo momento, pois a mesma é um tanto chata de ser lida, com um texto moroso. Há detalhes de percepção demais, enquanto o comum para muitos leitores são descrições de situações "a la Julio Verne". Porém, independente de se ler no início ou ao final, aconselhamos a leitura da "Introdução".
Frankenstein de Mary Shelley vale a leitura pelo conhecimento da obra original em si. Sem enganos, sem os exageros cometidos em outras mídias. Mesmo com momentos descritivos demasiados sonolentos, seus momentos de tensões psicológicos são intensos e curiosos para estudos literários. Certamente, um título obrigatório, especialmente para pretensos escritores.


4 comentários:
Eu li o livro faz muito tempo. Realmente o cinema mudou o foco da narrativa e a criatura, que no livro não tem nome, ganhou o nome de seu criador Frankenstein. E se eu não me engano não tem a ''vitimização'' da criatura no livro.
Não achei o livro chato de maneira alguma. Talvez muita gente não goste por causa da linguagem como você mesma colocou.
Bacana o texto, é bem isso aí mesmo. Mas a característica que você aponta como difícil de ser encontrada na literatura não é tão rara assim, na verdade. Frankenstein é um romance epistolar (escrito através de cartas), um gênero que já foi muito popular. Drácula também é, assim como Ligações Perigosas, e muitos outros.
Olá!!
Nunca li nada a respeito e sou dessas que acha que o Frankestein é a criatura. Ledo engano!! n_n''
Quem sabe mais para frente eu não o pegue para ler?
Até mais
Sandra, dê uma olhada na versão de Frankenstein de Mohiro Kito, autor de Espiral (publicada há priscas eras pela Conrad), pelo Chrono Scanlator. É o tipo de mangá que não vem mesmo ao Brasil.
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