Um panorama da vinda dos animês ao Brasil em várias épocas. Clique na imagem para saber mais!!!
About / Sobre
Papo de Budega is an informative site about the entertainment universe which main subjects are animation (specially animes), comics (specially mangas) and TV shows. Our main reports are in Portuguese and English. To have fun, a funny stories section (just in Portuguese) and also general commentaries by the editor, Sandra Monte (in English, Spanish and/or Portuguese).
Papo de Budega é um site informativo sobre o universo do entretenimento, cujos assuntos principais são os desenhos animados (em especial animes), histórias em quadrinhos (em especial mangás) e seriados. As principais notícias estão em inglês e português. Para divertir, há seção de piadinhas (apenas em português) e comentários da jornalista Sandra Monte (inglês, espanhol e/ou português).
O Brasil recebeu esta semana, na pré-estreia de Os Cavaleiros do Zodíaco — A Lenda do Santuário 映画『聖闘士星矢 Legend of Sanctuary, o produtor Yosuke Asama 浅間 陽介. Ao Papo de Budega, ele respondeu algumas perguntas referentes ao filme e uma específica de outro sucesso da Toei Animation, a animação One Piece. Ele foi bastante simpático e atendeu às solicitações diversas.
Qual foi o tempo de produção do filme?
Aproximadamente sete anos.
Há várias informações desconexas... quanto foi o orçamento de Lenda do Santuário?
Não existe um valor oficial para divulgação. Devido a diversos fatores, este valor não pode ser revelado. Mas, o que pode ser dito com certeza, é que o orçamento não foi alto. Foi relativamente baixo... E umas das intenções do projeto foi o de conseguir o melhor efeito com o menor orçamento possível. Este foi um dos temas da produção do longa-metragem.
Ainda sobre a arrecadação... Aparentemente, a arrecadação no Japão não foi tão boa, segundo a ótica de brasileiros e inclusive franceses. O que a Toei espera, ter uma arrecadação mundial ou especialmente Japão?
Este projeto, especificamente, sempre teve o lançamento mundial como um fator muito importante. Então, consideramos a entrada não só do Japão, como do mundo todo na arrecadação. (..) Existe a visão de produção para o mercado interno, mas o que posso afirmar é que no caso de "Lenda do Santuário", foi um projeto pensando no mercado externo.
Sobre One Piece, você produziu alguns especiais do título. Existe previsão de uma produção em CG desta obra?
Sobre o anime, tenho me envolvido com a série de TV já alguma tempo... E posso afirmar que há muitas coisas sendo pensadas para o título internamente na Toei, mas isso é "top secret" (risos).
Voltando ao filme Lenda do Santuário... um personagem específico: por que um "Miro mulher"?
Todos me perguntam isso (risos)... Bem, primeiro pensamos em colocar algum elemento que atraísse a expectativa dos fãs. Muitos devem ter pensado: "eles vão refazer a saga do santuário completamente fiéis ao trabalho original?" Mas, apesar disso, queríamos colocar uma surpresa. Daí foi surgindo a ideia de transformar Miro em uma mulher.
Em Lenda do Santuário, no Japão não foi 3D. Existe uma previsão futura em lançamento 3D? Porque existem sequências inteiras que a gente visualiza neste formato.
Existem várias opções tecnológicas e uma coisa que posso dizer é que sim, é possível. Mas, nesta primeira apresentação, muitas coisas foram colocadas em consideração. Não são muitas as salas que podem haver exibições em 3D, os custos de produção que isso acarretaria como um todo. Levando tudo em consideração, neste primeiro momento, optaram por fazer um filme mais tradicional, em que o espectador não precisaria usar um óculos 3D para assistir. Mas, claro... Se os fãs quiserem assistir ao filme em 3D, se existir mesmo esta demanda, a Toei pode pensar facilmente em fazer um filme neste formato.
Artista Yoshitaka Amano, o ilustrador de Final Fantasy vem ao Brasil
A Fundação Japão e a Tambor Digital trazem pela primeira vez ao Brasil o artista Yoshitaka Amano 嘉孝天野, que cedeu uma entrevista exclusiva a este site em 2006. Haverá a Mostra Yoshitaka Amano e uma palestra durante o Gameworld 2012, evento que acontece entre os dias 30 de março e 01 de abril de 2012 no Centro de Convenções do Shopping Frei Caneca, em São Paulo. A palestra acontece no dia 30 de março de 2012, na própria feira. As 31 obras – todas inéditas no país, ficam em cartaz durante a feira, que já reuniu mais 20 mil visitantes só no ano passado. As ilustrações são apenas uma das atividades do artista, que se dedica também à pintura, além de desenhar quimonos e figurinos para teatro kabuki e criar jóias. Trabalhou para o estúdio de animação, a Tatsunoko Productions, onde fez parte da equipe de criação do animê Speed Racer, nos anos 60. Desde então, participou em destacadas obras como a série “Time Bokan”, Gatchaman (“G-Force” no Ocidente), “Tekkaman” e “Hucth The Honey Bee”. Faz parte de uma geração de animadores, juntamente com Mamoru Oshii e Akemi Takada, que construiu a base de toda cultura pop contemporânea japonesa. Bastante conhecido pelo trabalho colaborativo com Neil Gaiman, na série Sandman, em "Caçadores de Sonhos”, Yoshitaka Amano ganha repercussão internacional com a criação dos personagens da série de videogames Final Fantasy. Trabalhou também na série “Vampire Hunter D.” de Hideyuki Kikuchi; “Guin Saga”, de Kaoru Kurimoto; “Chimera”, de Baku Yumemakura e em “Moju”, de Edogawa Rampo. Colaborou com autores ocidentais como Michael Moorcock (“Elric the Necromancer”) e em livretos de ópera de Richard Wagner (“Tristão e Isolda” e “The Flying Dutchman”). Por quatro anos consecutivos, 1983-1987, recebeu o Prêmio Nebula, considerado o Oscar da Literatura fantástica de trabalhos de ficção e fantasia publicados nos EUA. Além disso, recebeu indicação ao Prêmio Hugo, em 2000, e conquistou o Prêmio Eisner, Prêmio Dragon Con, e o Prêmio Julie por suas pinturas. Incansável, busca sempre novas mídias e suportes para expressar seus sonhos e visão de mundo, que vem praticando em mais de 40 anos de carreira, mesmo recusando o título de sensei (professor, em japonês) ou mestre. “A maioria das pessoas gosta de atingir uma posição respeitável ou ganhar uma promoção, eu me sinto preso. Quero fazer coisas que nunca fiz”, diz ele, em entrevista para o jornal Japan Times, em 2011. Sua mais recente empreitada é a criação do seu próprio estúdio de animação, em 2010, intitulado Deva Loka. A primeira produção, agora como diretor, é a animação Deva Zan, obra que usa a técnica Cel-Shading como base de sua produção, onde a principal ideia é renderizar uma imagem em 3D de forma que se pareça com um desenho feito à mão, 2D. Deverá ser lançada oficialmente este ano. “Deva Loka para os hindus representa o mundo da luz eterna; a esfera dos deuses. Este é também o universo de Yoshitaka Amano, o artista que em sua essência, vive em busca constante pelo inusitado, pela descoberta e pela redescoberta. É possível ver em suas obras a sutileza da mulher com olhar distante na leveza das formas orgânicas do Art Nouveau e na profusão de cores que dançam em suas composições. Faz-se impressionar pela capacidade de captar o momento preciso da representação de força da natureza, tal qual o impacto causado pela contemplação de um quadro do Mundo Flutuante. O artista converge todos os mundos; passados, presentes e futuros em imagens únicas. Para Amano, não há ruptura entre a tradição e a contemporaneidade. Sua criatividade expõe a singularidade de sua compreensão de universo. É deste modo que sua arte flui e fluirá para além da última fantasia”, afirma a Profa. Adriana Kei, coordenadora de Design de Animação da Universidade Anhembi Morumbi.
Perfil YOSHITAKA AMANO Nasceu na cidade de Shizuoka, no Japão, em 1952. Em 1967, ingressa na Tatsunoko Production e começa a criar personagens de animação de sucesso e então torna-se independente, recebendo destaque no mercado editorial. Em 1997, realiza uma grande exposição individual em Nova Iorque, nos EUA, e um evento multimídia, em 1999, chamado “Hero” – série de projetos sobre a aventura épica de um principe reencarnado num futuro distante, realizado no centro de Artes Angel Oresanz Foundation, também em NY. No Japão, realiza exposição no Ueno Royal Museu, além de inúmeras mostras organizadas. Em 1997, colabora com a Filarmônica de Los Angeles para a criação de “1.001 Nights”, projeto que reuniu filme, música e animação. Em 2004, expande sua atuação nas artes plásticas, exibindo suas obras em exposições individuais na Europa (Mônaco, Cannes, Berlim, Dinamarca), entre outros lugares. Organiza a exposição “Eve 9002″ na Ópera de Paris, em 2009, onde uma espécie de balé de imóveis e cristalizadas heroínas são apresentadas, por apenas 3 horas, criando um ambiente urbano e mitológico. Conquistou o respeito pelo mundo da moda, depois deste evento. Em 2010, ganhou uma retrospectiva de seus trabalhos, “From Gatchaman to Deva Loka — The Legend Continues,”, no Museu Arte Contemporânea de Taipei (MOCA- Tapiei), em Taiwan.
Serviço Mostra Yoshitaka Amano 30, 31 de março e 01 de abril de 2012 Palestra de Yoshitaka Amano 30 de março de 2012
Local: GameWorld 2012 Centro de Convenções do Shopping Frei Caneca Rua Frei Caneca, 569 – Consolação São Paulo Tel: (11) 3472-2000
OBS.: A palestra e a mostra são gratuitas, mas a entrada do GameWorld é cobrada
Navegantes!!! Continuando a matéria sobre o Licensing Brasil Meeting 2011, falaremos agora de algumas propriedades. Aqueles personagens que vão fazer a diferença nos próximos dois anos... E, no vídeo é possível ver um pouco dos expositores e uma entrevista com Marici Ferreira, diretora da editora Espaço Palavra e organizadora do evento. A grande aposta são personagens que surgiram originalmente dos quadrinhos: os heróis. Tanto Disney como Warner deixaram claro que vão pegar pesado, respectivamente, em seus heróis Marvel e DC. Haverá um filme por ano deles. E junto vêm desenhos animados, DVDs, brinquedos, quadrinhos (especilamente DC), etc. Particularmente, acho que vai saturar muito rápido. Mas, é o momento que estamos vivendo. Talvez, porque o mundo precise de heróis, alguém em quem se espelhar. Cheguei a mencionar que poderia haver brecha para animes. Não, não há. Enquanto lá fora a Toei negocia Toriko, mas sem a menor estrutura no Brasil para isso, não há como bater de frente com o marketing, logística e afins de Disney e Warner. Esta última ainda vai investir muito em parques, junto do Hopi Hari. Quem encara? Também é inegável a força que As Princesas da Disney têm. E a empresa deixou claro que também investirá muito em sua nova animação: Valente. Esta que será a primeira princesa Disney/Pixar. Sim, isso mesmo, depois de um ano, ela vai se juntar a Branca de Neve, Cinderela e afins ao quadro das princesas. Curiosamente, não é só nos animes que há um "movimento revival"... Aposta-se em personagens mais antigos para o próximo ano, como As Meninas Superpoderosas e Penelope Charmosa e sua vertentes como a Penelope Charminho (foto). Mas, aqui eis a diferença: há novos styles, novos guides, novo pensamento e nova estruturação mercadológica. Ou seja, diferente de certos animes como Sailor Moon, há alguns títulos mais antigos - de estilo variados - que têm tudo para dar certo comercialmente como: Bananas de Pijamas (agora em animação CG de 104 episódios), Ben 10 (com novo style), Asterix (com novo filme), Super Amigos e afins (tudo novo) e por fim, uma das grandes marcas da Warner: Thundercats. Quando mencionei isso meses atrás, muita gente criticou. Olha, a empresa deve, mesmo, pegar pesado com todo tipo de produto da versão nova, da versão mais antiga (aque minha geração viu) e produtos com um style feito no Brasil. Muita gente pode até não gostar da ideia deste novo Thundercats, mas a Warner aposta e aposta pesado neste título. Outro personagem bem sucedido que é antigo, mas que continua com a bola toda é ele, hehehehehe: Pica-Pau. A Exim informou que o Brasil é um dos lugares no mundo que o Pica-Pau mais tem sucesso. Tanto que para os produtos a empresa teve autorização para fazer novos guides. Outro item curioso é o mercado de games. Alguns títulos parecem ser importantes as suas empresas e foram citados como o Club Penguin e os heróis - especialmente Batman. Pretende-se investir na imagem destes títulos. Isso também ficou claro... Por fim, personagens brasileiros não ficaram de fora. Kasmanas talvez seja o agente licenciador que mais tem investido em personagens nacionais. Meu Amigozão é um exemplo. Já Patati Patatá foram os primeiros do segmento "palhaços". Tanto que aparentemente, "criaram" frutos... E a Mauricio de Sousa Produções mostrou porque é uma das empresas nacionais de entretenimento mais bem sucedidas atualmente. Além dos diversos produtos já conhecidos, há dois novos que tem tudo para chamar a atenção no próximo ano: os "ícones", que será possível visualizá-los no vídeo acima. A outra inovação é Turma da Mônica TOP, um novo traço dos personagens muito, mas muito semelhante ao estilo South Park. A ideia é fazer este material - desenhos e produtos - em 2D e 3D para o público jovem. Enfim, O Licensing Brasil Meeting 2011 é um evento extremamente importante, pois deles saem muitos negócios que ajudam na roda da economia. O Papo de Budega espera ter a oportunidade de participar no próximo ano e, não somente isso. Esperamos poder divulgar novidades, especialmente de produtos de personagens nacionais. Como dito no vídeo: é difícil, mas não impossível. É necessário muito trabalho.
Navegantes, Nesta semana aconteceu o Licensing Brasil Meeting 2011, o maior evento de licenciamento do país. Para quem não sabe o que é licenciamento... É quando você tem um título e você próprio, ou seu agente, querem vender produtos de sua obra. Daí, você ou seu agente licencia (cede os direitos) para quem quiser comercializar produtos com seu personagem. Claro que, conforme a negociação, uma parcela das vendas vai para você. É no licenciamento que autores e produtores ganham dinheiro. Com as vendas de produtos oficiais: camisetas, bonés, cadernos, shampoos, etc... Assim, você que é autor entrega seu título para que um agente licenciador negocie sua obra. O Licensing Brasil Meeting 2011 reuniu os principais licenciadores e estes negociaram com as empresas. Houve vários estandes que poderão ser vistos no vídeo que o Papo de Budega colocará em breve. E houve também palestras. E foram pelas palestras que podemos perceber as tendência para 2012 e 2013. E algumas destas tendências são bem claras: esportes (especialmente carros, lutas e radicias), clássicos, ícones, meninas meigas e heróis. Além claro, os infantis. Dividiremos esta matéria em duas. Primeiro falaremos das tendências e curiosidades. Depois, de algumas marcas propriamente ditas. Um ponto interessante possível de notar foram os ícones: imagens e/ou palavras "estilosas". Curiosamente, há uma grande aposta quanto aos ícones especialmente para o público Tween. O que raios é Tween? São os jovens que não são crianças e nem jovens. Tipo... sabe aquela fase dos 10, 11, 12 anos? Pois é, são eles! Há uma aposta nos ícones para esta faixa, que não é mais criança e nem jovem... Outro ponto curiosíssimo é o interesse pela classe C. Ficou claro que o mercado ainda não sabe lidar direito com este público. Tanto que duas palestras foram de vital importância para os presentes: da Play e WGSN, duas empresas de pesquisas e tendências de comportamento. Muitas companhias têm seus próprios departamentos de pesquisa, como a Nickelodeon, mas outras não... Também é fato que houve algumas ausências na parte da exposição: Disney e Mattel. Motivo? Sinceramente, acho que confiança absoluta em suas marcas próprias. A Disney com o Mickey, a Mattel com a Barbie. Além disso, no caso da Disney, a empresa faz eventos próprios ao longo do ano. Ambas empresas só participaram como palestrantes... Mas, a ausência - se é que algum dia houve participação - mais estranha foi da Sony. Não havia estande e nem houve palestra. Marcas como Animax, pelo visto, não devem significar nada para a empresa... Outra curiosidade são as "cópias". Os palhaços Patati Patatá, da Kasmanas, ao que todos mencionaram, foram os primeiros do segmento. Daí vieram os posteriores... E, como a Disney foi a primeira a se apresentar, ela mostrou a gatinha Marie. Só que depois, outras empresas apresentaram personagens semelhantes para o mesmo público. Quem copiou a ideia de quem? Se é que alguém realmente copiou? Não sei. Mas, uma coisa é certa, o registro visual da primeira marca é a que fica... Talvez, por isso mesmo, a Disney desejou ser a primeira a se apresentar, mas isso não perguntei para a organização. E, na próxima matéria, uma super entrevista com Marici Ferreira, diretora do Espaço Palavra, o organizador do evento. E muitas outras novidades. Aguardem a parte 2. Haverá animes? O que de mais importante e o que certamente o mercado vai abarcar!!!
Navegantes, Na última semana, o diretor Shinichiro Watanabe veio ao Brasil. Sua presença nos mostra ser possível que grandes nomes da animação japonesa venham ao Brasil. Curiosamente, esta não foi a primeira vez que o diretor pisou em terras tupiniquins! Watanabe, no Papo Animado do Anima Mundi, disse já ter vindo aqui como turista. Passou por Sampa, Rio, Salvador e outra cidade que não me lembro. E por que ele veio? O cara adora o Brasil! No "Papo", ele deixou claro que curte nosso país e nossa música! O diretor também disse que ele próprio está fazendo o roteiro de Cowboy Bebop e que seria muito ruim se o filme ficasse parecido com o desastroso Dragon Ball Evolutin... Ele também foi bastante atencioso com todos os que pediram autógrafos. Ou... a organização foi muito bem feita! Como ele gosta muito de música brasileira, fiz uma perguntinha sobre o tema! Particularmente, acho que minha pergunta deve ter sido a mais bizarra que ele ouviu! E como foi tudo muito rápido, não tive tempo de perguntar mais "decentemente"... E, eu ia colocar o nome da moça que traduziu... Mas, perdi o nome dela. Sim, eu sei... Isso é imperdoável. Cliquem e vejam o que Watanabe disse de um de nossos estilos e artista mais característicos...
Navegantes, esta é uma entrevista que dei bem no início de fevereiro deste ano no programa HQ&Cia. Só para constar, há um erro de pensamento do César. O Walt Disney não era mau caráter. Não em relação ao trabalho. Quando você lê livros sobre animação, há relatos de que ele dava muito valor para seus funcionários e companheiros. Infelizmente, há um ufanismo no Brasil de que o Disney era mau e por isso, temos que dar valor ao que é nacional. E, qual melhor forma do que denigrir a imagem de alguém do que inventar ou deturpar? Tem que se tomar muito cuidado com as várias biografias do Disney. Filtrar mesmo. Porque ele foi um dos profissionais do cinema que mais ganhou biografias, algumas boas, outras ruins... O programa é do início do mês de fevereiro. Por isso, para o pessoal ver o post sobre a classificação indicativa o qual me refiro no programa, é só clicar aqui. Quem não ouviu outra entrevista, no JCast, é só clicar neste outro link. Já A PRESENÇA DO ANIMÊ NA TV BRASILEIRA está disponível em diversas livrarias e lojas de quadrinhos. Fisicamente em:
Livraria Beni: Rua Maria Candida 1229 - Vila Guilherme, São Paulo SP. HQ Mix: Praça Roosevelt nº.142, Centro – São Paulo/SP - Tel.(11) 3259-1528 Livraria Fonomag: Rua da Glória, 242 - Liberdade - 01510-000 São Paulo - SP Fones: (11) 3104-3329 / 3399 Fax: (11) 3105-2641 e-mail: fonomag@uol.com.br
Navegantes, O site JBox News fez uma entrevista comigo para falar de diversos assuntos sobre o mercado de animes. Deem uma olhadinha no vídeo acima. Nos comentários lá no JBox eu já esclareci alguns pontos. Mas, caso alguém queira tecer comentários, fique a vontade para perguntar!
Morena Baccarin é, certamente, a estrela do seriado V, exibido no Brasil pelo Warner Channel. A atriz interpreta a Anna, líder dos V (visitantes). A personagem dá início a um plano de dominação. Para isso, conta com a maior fraqueza dos seres humanos: a devoção. Considerada a estrela do momento pela revista People, a mais recente revelação da TV norte-americana, Morena Baccarin, esteve em São Paulo em uma conversa com a imprensa. Morena nasceu no Brasil, mais especificamente no Rio de Janeiro. Ela se mudou para os Estados Unidos aos sete anos. Foi em Nova York que a atriz deu os primeiros passos rumo a carreira artística. Naquela cidade, Baccarin passou a frequentar o Fiorello H. LaGuardia High School of Music & Art e estudou no renomado Theater Program, na Juilliard, adquirindo bagagem para suas primeiras aparições no palco. Em 2001, Morena mudou-se para Los Angeles e conquistou uma importante participação em Firefly. Seu desempenho nessa produção lhe rendeu, em 2005, um convite para integrar o elenco de Serenity, adaptação do seriado para as telas do cinema. Além disso, atuou em Heartland, Medium, Dirt, Kitchen Confidential, How I met you mother, Las Vegas, entre outras. Baccarin teve ainda papéis recorrentes em The O.C, Still Life e no cinema independente, nos longas Perfume e Ways off Broadway. Em certo momento da conversa, Baccarin disse que "teve que lutar muito para chegar onde cheguou, pois a concorrência nos Estados Unidos é muito grande". A atriz também revelou que chegou a ser cogitada a fazer a novela global Belíssima, mas sua falta de tempo não permitiu sua participação na novela. Ela também revelou que gostaria de atuar em algum filme nacional. E quem sabe, em alguma novela, mas o seu tempo é complicado. Só para se ter uma ideia, um episódio de V fica pronto em oito dias. São de 12 a 15 horas de gravação por dia. E um ponto que dificulta ainda mais sua atuação: todo o cenário em que Anna aparece é virtual. A atriz tem que interpretar em um tipo de chroma key. Um dos pontos curiosos da conversa é que a Warner não sabia que Baccarin é brasileira. Este foi um dos motivos os quais houve interesse em trazê-la ao Brasil. Para saber todos os detalhes acerca do seriado V, acesse o site da Warner Channel.
Sao Paulo was last week, for the first time, the city chosen for the Cofesta. The event is considered world’s most important event for entertainment contents: TV, movie, music, games, animations, cartoons and technology. It is important to point out that Cofesta is sponsored by METI (Japanese Ministry of Economy, Trade and Industry) and this year it was produced by professionals and people skilled in the art both from Brazil and Japan. The event took place on March 12, 13 and 14 in Ibirapuera’s Pavilion for art exhibition in Sao Paulo and provided the visitors with concerts, animes, games and business. Below you find Papo de Budega’s positive comments but also other comments that could help to improve the event in case it occurs in 2011. Our webpage staff was present there on March 12 and 14. On Friday there was a low number of visitors because Friday is actually a workday and school day. On Sunday the number of visitors was higher, but even so it has low if compared to the number of visitors who attended other anime events occurred in the city. Here we have our first comment: we talked to some visitors and they told us that in their opinion the event publicity was not proper. We have also noticed that the young people – who usually attend anime events – were pretty much out of place. They told us that they missed stands for mangas and DVD sales, i.e. the “famous” stores which sell pirate DVD and usually take part in big anime events in Sao Paulo. We have also realized that many young people think it is too difficult to get to event place because they are used to event places located next to subway stations. Another negative factor was for sure the incredibly high temperature in the last floor of the pavilion. Another important point was the lack of fast food outlets. But maybe the most serious problem was following: the public did not understand what Cofesta is, the mission of the event. The public did not understand, for example, why those TVs were exhibiting animes. It means that for the public Cofesta was simply one more anime event, just like every other one, but without those items the public is used to find there. Papo de Budega believes that Brazil has a market with many business possibilities, and we have already shown that in this article. However, we also think that the Japanese companies should become more acquainted with the country. Certain animes that were “exposed”, such like Shin-chan, would never be played in our public TV channels. Cofesta may be used to indicate to the companies how our market works. We can say that maybe the event did not reach the success it was expected as well as had some problems due to following reasons: - March is a very hot month yet, and the event place was very stuffy. That is curious then Ibirapuera’s pavilion for art exhibition is provided with air conditioning system. The ideal place for the event would be the one people could breathe “natural” air in. - Ideally, the event should take place in July because in that month students have school vacation; - Ibirapuera’s pavilion for art exhibition is a very good place for visitors who go there by car. Anime fans usually get there with bus or subway; - There were no fast food outlets or at least a place where people can drink a soda, juice or basically water; - The visitors complained about lack of interactivity. In their opinion, there were neither workshops nor lectures. Unfortunately, Brazilian public is “addicted” to events that can provide people easily with products in general. Most events that take place for example in Sao Paulo city offer huge places to stands for selling pirate products such as DVDs, t-shirts, buttons etc. Papo de Budega believes that this is the “golden opportunity” for the Japanese government and companies to try to eliminate the common trading of pirate products which exists in such events. Next “possible” Cofesta 2011 could occur exactly in July, a school vacation month when many other events that support the pirate products trade take place. The event could hire a company to manufacture T-shirts, buttons, key rings etc but everything official. Additionally, of course there should be stands for Brazilian publishers divulging mangas such as JBC, Panini, Newpop etc, as well as for DVD companies such as Playarte (Saint Seiya, Dragon Ball), Focus Filmes/ Flashstar (Saint Seiya Lost Canvas, Fullmetal Alcheminist), Sony Pictures (Paprika, Tokyo Godfathers) etc. Maybe it would be interesting if Cofesta’s Japanese organizational sector contact or learn about the most respected and organized animation event in Brazil: the Anima Mundi. Anima Mundi (see link in English on the top of the page) is a huge event which takes place in mid July in Rio de Janeiro City and at the end of July in Sao Paulo city. The event presents animated cartoons from all over the world. There are also several animation workshops, courses, animation contests for mobile phones and websites as well as lectures. In 2009 Anima Mundi also offered a business panel. The Brazilian event brought to Brazil Michel Ocelot, French director of the acknowledged full-length animation film Kiriku, and Laika Studio, responsible for animating Coraline. Cofesta could be like “Anima Mundi” but for the Japanese entertainment. For sure it should be a much better example of a Brazilian event, seriously organized and without those “trading” features which are so common in anime events young people are used to visit here. Brazilian people like Japanese animated cartoons. The history shows that our TV channels have been presenting anime since 1968. Now what we have to do is to find the right way to bring anime programs to our public TV channels, and also to reach the DVD market at better prices.
Talks and activities
Papo de Budega talked to some of the Japanese organizers, and to companies such as TMS and Tezuka Productions. Everybody expects that good businesses can be generated by the event. As for TMS, we had the opportunity to meet its representatives and to talk to them. It was a quick talk and they have no news at the moment. Concerning Tezuka, we talked to Mr. Takayuki Matsutani, president of the company. One of the items of our talk was the relationship between the company and Disney. The company – contrarily to the opinion of many fans – has absolutely nothing against the American Studio.
Takayuki Matsutani and Mauricio de Sousa
The company representatives also said that the information about a production with “Mauricio de Sousa Produções” resulted from a verbal talk between Osamu Tezuka and Mauricio de Sousa. There are no agreements, and something more detailed regarding both companies shall be starting now after Cofesta. Tezuka also exhibited some unknown animes created by the “God of manga”, so we could see how genious Osamu Tezuka was by creating his animations. Concluding, the activities presented by the event were interesting. Everybody – Japanese and Brazilian people – wants an edition in 2011. Obviously only if Cofesta gets results. However, we emphasize that there are good examples of events in Brazil, and Cofesta has to learn more about them in order to improve its activities in case it takes place again in 2011.
My special thanks to Elisa Tomita, Eduardo Seto (japonese translation), Rosemary Zanatta (english version)
Cofesta São Paulo – Brasil: como foi
A cidade de São Paulo recebeu na última semana – pela primeira vez - o Cofesta. O evento é considerado o maior evento de conteúdo de entretenimento do mundo: TV, cinema, música, jogos, animações, quadrinhos e tecnologia. Vale frisar que o Cofesta é patrocinado pelo METI (Ministério da Economia, Comércio e Indústria do Japão) e produzido, este ano, por profissionais e especialistas japoneses e brasileiros. Foram três dias: 12, 13 e 14 de março no Pavilhão da Bienal do Ibirapuera, São Paulo, com apresentações musicais, animês, games e negócios. O Papo de Budega tecerá abaixo diversos comentários positivos e outros para a melhoria do evento, caso ele ocorra em 2011. O site esteve presente nos dias 12 e 14. O evento teve um baixo número de visitantes na sexta-feira, pois afinal, é um dia útil de trabalho e escola. No domingo houve um número maior de pessoas, mesmo assim, baixo se comparado a outros eventos de animês que acontecem na cidade. E aqui tecemos nosso primeiro apontamento: em conversas com o público presente, muitos visitantes acreditaram que o evento foi mal divulgado. Notamos também que jovens - que costumam ir em eventos de animês - estavam muito deslocados. Eles disseram sentir falta de estandes de produtos como mangás e DVDs. No caso, as “famosas” lojinhas de DVDs piratas que estão presentes nos “mega” eventos de animês em São Paulo. Também percebemos que muitos jovens acharam o local de difícil acesso, pois estão acostumados a eventos próximos de metrôs. Além claro, do incrível calor que o último andar da Bienal proporcionou. Outro ponto importante foi a falta de uma praça de alimentação. Mas, talvez o mais grave: o público não entendeu o que é o Cofesta. A concepção do que é o evento. Não entendeu por exemplo, o que eram as TVs com a exibição dos animês. Ou seja, para o público, o Cofesta seria mais um evento de animês como outro qualquer, só que sem os itens que estão acostumados a ver. O Papo de Budega acredita que o Brasil é um mercado com muitas possobilidades de negócios, como já demonstramos neste artigo. Mas, também acredita que as empresas japonesas necessitam conhecer melhor o país. Certos animês que estavam em “exposição” jamais passriam em nossas TVs abertas, como Shin-chan, por exemplo. O Cofesta pode ser uma mostra às empresas do funcionamento de nosso mercado. Podemos dizer que o evento talvez não tenha feito o sucesso esperado e tenha tido problemas por alguns motivos: - março ainda é um mês muito quente. E o local estava bastante abafado. O que é curioso, já que Pavilhão da Bienal tem ar condicionado. O ideal é um local em que é possível respirar ar “natural”, - O ideal é que o evento aconteça no mês de julho, período de férias escolares; - O Pavilhão da Bienal é um local muito bom para quem tem carro. Os fãs de animês costumam andar de ônibus ou metrô; - Faltou um local para alimentação, ou pelo menos, um lugar para beber um refrigerante, suco ou o básico, água; - Os visitantes sentiram falta de interatividade. Para eles não havia oficinas e nem palestras. Infelizmente, o público brasileiro está “viciado” em eventos que possam proporcionar facilmente produtos diversos. A maioria dos eventos que ocorrem na cidade de São Paulo, por exemplo, têm espaços enormes para estandes que vendam produtos piratas como DVDs, camisetas, bótons, etc. O Papo de Budega acredita que esta é a “oportunidade de ouro” do governo japonês e das empresas de tentarem eliminar a pirataria generalizada que existe nestes eventos. O “possível” Cofesta 2011 poderia acontecer justamente no mês de julho, mês de férias escolares e período que acontecem muitos eventos que apoiam a pirataria. O evento poderia contratar uma empresa nacional para confeccionar camisas, bótons, chaveiros, etc, tudo em caráter oficial. Além claro, de colocar estandes de editoras nacionais que tenham mangás como JBC, Panini, Newpop, etc. E também empresas de DVDs como Playarte (Cavaleiros do Zodíaco, Dragon Ball), Focus Filmes/ Flashstar (Cavaleiros do Zodíaco Lost Canvas, Fullmetal Alcheminist), Sony Pictures (Paprika, Tokyo Godfathers), etc. Talvez seja interessante a organização japonesa do Cofesta entrar em contato ou conhecer o melhor, mais respeitado e organizado evento de animação do Brasil: o Anima Mundi. O Anima Mundi (no topo do site há um link em inglês) é um mega evento que acontece na metade de julho na cidade do Rio de Janeiro e no final de julho na cidade de São Paulo. Neste evento são exibidos desenhos animados do mundo inteiro. Também há diversas oficinas de animação, cursos, competições de animações web e celulares e palestras. Em 2009, o Anima Mundi também teve um painel de negócios. E evento nacional trouxe ao Brasil o diretor francês Michel Ocelot do aclamado longa-metragem de animação Kiriku e o estúdio Laika, responsável pela animação Coraline. O Cofesta poderia ser um “Anima Mundi” do entretenimento japonês. Certamente, um exemplo muito melhor do que é um evento brasileiro feito com seriedade e sem características “comerciais” tão acentuadas como os eventos de animês os quais os jovens estão acostumados por aqui. Os brasileiros gostam de desenhos animados japoneses, a história mostra que há animês em nossas TVs desde 1968. O que falta agora, é encontrar o caminho correto para que mais animês possam ser exibidos nas TVs abertas, e também chegar ao mercado de DVD a preços mais acessíveis.
Conversas e atividades
O Papo de Budega conversou com alguns dos organizadores japoneses, com empresas como a TMS e a Tezuka Productions. A espectativa de todos é que bons negócios possam ser gerados a partir do evento. Da TMS, tivemos a oportunidade de conhecer os representantes e conversar com os mesmos. Converss simples, sem novidades no momento. Da Tezuka, conversamos como o senhor Takayuki Matsutani, presidente da empresa. Um dos pontos da conversa foi justamente o relacionamento da empresa com a Disney. A companhia – contrariando o que muitos fãs pensam – não tem absolutamente nada contra o estúdio americano.
Takayuki Matsutani e Mauricio de Sousa
A empresa também disse que as informações acerca de uma produção com a Mauricio de Sousa Produções foi uma conversa verbal entre Osamu Tezuka e Mauricio de Sousa. Não há contratos, e algo mais detalhado entre ambas empresas deve começar somente agora, depois deste Cofesta. A Tezuka também exibiu alguns animês desconhecidos do “Deus do mangá”, o que foi possível vermos o quão genial era Osamu Tezuka em suas animações. Enfim, as atividades do evento foram interessantes, a vontade e desejo de todos – japoneses e brasileiros - é que haja uma edição 2011. Obviamente, caso hajam frutos saídos do Cofesta. Mas, reiteramos, há bons exemplos de eventos no Brasil, e o o Cofesta precisa conhecê-los para poder melhorar suas atividades para um possível 2011.
Agradecimentos especiais: Elisa Tomita, Eduardo Seto (tradução em japonês das entrevistas)
Papo de Budega talked with James McLeod, Intenation Program Sales of the Tokyo Broadcasting System Television, or only TBS. He´s responsible for anime licensing currently, and said us about Brazilian market and some titles.
Tell us a little about your career inside and outside TBS. I have been in the International Program Sales Dept. of TBS for 13 years. Although I am principally responsible for anime licensing currently, I have been involved with licensing of all program genres (formats, dramas, documentaries, movies, etc.) at some point during my time here.
There are several anime titles in TBS catalogue. Which was the most successful of all? Of the 60 or so anime titles in our catalog, I would say that Fate/stay night, Ah! My Goddess, Sorcerous Stabber Orphen, Get Backers, Power Stone, xxxHOLiC, AIR, and most recently K-ON! have sold the most worldwide.
Many TBS animes are seen on Animax channel. There is any kind of exibition agreement between the two companies? No, but we have a very long business relationship and TBS regularly sells to Animax channels all over the world.
You have had any problems with the Latin America censorship during negotiations of anime titles? No, not of which I am aware.
Any brazilian television network (Globo, SBT, Record) acquired or showed interest for TBS titles? Globo TV licensed Power Stone and some of our variety programs.
And about DVD companies? Not generally.
"K-On" is one of the most fan beloved titles. Is there any possibility for negotiation of this anime to Latin America or brazilian television network? TBS would be happy to entertain any offers from Brazilian or Latin American broadcasters or distributors.
The sale of animes is linked somehow to the licensing and sale of products? Or TBS only deals with the animes negotiations? Generally speaking, anime is licensed as a stand-alone entertainment product, but TBS can certainly handle and from time to time does sell series in conjunction with merchandising rights.
What is the easiest Latin America country to deal? TBS is happy to deal with any Latin American country's Licensees.
Licensors and other companies thinks that the brazilian market is difficult to please. Do you share this same impression? While I have not had many direct dealings in Brazil, all of our dealings with Brazilian companies have been a pleasure.
TBS is aware that the easisest kind of anime to negotiate in Brazil are the infantile, as "Romantic Music Theater Animation Series", "Sugar" ou "Fun & Study in the Marvel of Beginnings"? If by "infantile" you mean for children, then yes, I would say that is probably true. Boys action attached with merchandising rights is also an easier sell than anime targetted for teen and adults fans.
Do you have a final consideration for the brazilian fans and anime market? Our hope is that the teen and adult fan anime market in Brazil and other Latin American countries will continue to grow, and that fans will do their best to purchase legally licensed product rather than downloading unlicensed product over the web in order to support the artists who create the works they love. We will continue to do our best to find new ways to license our product into these markets and appreciate all of the fans whose loyalty and love for the anime genre provide us the opportunity to continue to create new series.
Thank you so much to interview. Thanks to Fernando Ventura!
Entrevista com James Mcleod
O Papo de Budega entrevistou James McLeod, gerente de vendas internacionais para América Latina da Tokyo Broadcasting System Television, ou simplesmente TBS. Ele falou da relação com o Brasil e teceu comentários acerca dos títulos da empresa.
Fale um pouco sobre sua carreira dentro e fora da TBS. Estou no Programa de Departamento de Vendas da TBS a 13 anos. Apesar de atualmente ser responsável principalmente por animes, já estive envolvido com o licenciamento de todos os genêros de programas (reality e game-shows, dramas, documentários, filmes, etc.).
Existem muitos títulos de anime no catálogo da TBS. Qual é o de maior sucesso? Dos mais de 60 títulos de anime do nosso catálogo, eu diria que Fate/Stay Night, Ah! My Goddess, Sorcerous Stabber Orphen, Get Backers, Power Stone, xxxHOLiC, AIR, e mais recentemente K-ON! são os mais vendidos ao redor do mundo.
Muitos títulos de anime da TBS são vistos no canal Animax. Existe alguma espécie de acordo de exibição entre as duas companhias? Não, mas temos uma longa relação de trabalho e a TBS regularmente vende seus animes para os canais Animax ao redor do mundo.
Vocês já tiveram algum problema com censura na América Latina com negociações de títulos de anime? Não, nada do qual eu esteja ciente.
Alguma rede de TV aberta brasileira (Globo, SBT, Record) adquiriu ou mostrou interesse por títulos da TBS? A Rede Globo adquiriu Power Stone e alguns dos nossos programas de variedade.
E companhias de DVD? No geral não.
K-On é um dos animes mais adorados pelos fâs. Existe alguma possibilidade desse desenho ser negocidado com alguma rede de TV brasileira ou latino-americana? A TBS está aberta para qualquer oferta de distribuidoras e emissoras brasileiras e latino-americanas em relação à esse título.
A venda de animes está ligado de alguma forma ao licenciamento ou venda de produtos? Ou a TBS lida apenas com as negociações dos animes? De forma geral, os animes são licenciados de forma autônoma, mas a TBS pode certamente lidar, de tempos em tempos, com a venda de séries em conjunto com a venda de direitos de merchandising.
Qual país da América Latina é mais fácil de lidar? TBS lida facilmente com o licenciamento em todos os países latino-americanos.
Licenciadores e outras companhias acham que o mercado brasileiro é difícil de agradar. Vocês dividem essa mesma impressão? Apesar de pessoalmente eu ainda não ter lidado com negócios relacionados ao Brasil, todas as nossas negociações com o país tem sido agradáveis.
TBS está ciente de que os animes de mais fácil negociação com o Brasil são os infantis, como Romantic Music Theater Animation Series, Sugar ou Fun & Study in the Marvel of Beginnings? Sim, eu diria que você está correta. Desenhos de ação direcionados para garotos, relacionados com merchandising também são mais fáceis de negociar do que animes direcionados aos fãs adolescentes e adultos.
Você tem alguma consideração final para o mercado e para os fãs brasileiros? Nosso desejo é que o mercado de animes para adolescentes e adultos continue a crescer no Brasil e na América Latina, e que os fãs façam o seu melhor para comprar os produtos licenciados legalmente ao invés de adquirir ou fazer download de produtos piratas através da internet. Deste modo eles estarão promovendo os artistas que criam os trabalhos que eles tanto gostam. Vamos continuar fazendo o nosso melhor para encontrar novos meios de licenciar nossos produtos nesses mercados e apreciamos os fãs por sua lealdade e amor pelo genêro dos animes, o que sempre nos permitie continuar a criar novas séries.
Muito obrigada pela Entrevista. Obrigada ao Fernando Ventura pela tradução.
Queenie Chan is The Dreaming´s mangaka author, title launched by Lumus publishing in Brazil. She spoke to Papo de Budega on his well-known title and others projects. Queenie Chan also has a website with diverse information about her works.
Please, tell us a little about you. What do you like to make, to read, etc. My name's Queenie Chan, and I'm a Chinese-Australian manga artist. My family's originally from Hong Kong, but I've lived in Australia since I was 6 years old. I work mostly for American publishers, and is currently due to work on a second book with novelist Dean Koontz. Before that, I worked for LA-based publisher TOKYOPOP, doing a three-book mystery-horror series called "The Dreaming". Personally, I like to read all kinds of stories as long as they're well written, but I particularly like horror, sci-fi and fantasy. If I could choose the genre to work in, I would definately go for fantasy. There's something about being able to draw medieval settings and elves that I find very appealing.
Who are your favorite authors? After all those years, my favourite author is still Tezuka Osamu, the creator of Astro Boy. I get very inspired when I read one of his works, which would include the Phoenix Series, Black Jack, Doro Doro, Buddha and many others. I also like Takehiko Inoue's "Slam Dunk" very much, as well as Kentarou Muira's "Berserk". Art-wise, I'm a big fan of Takeshi Obata of "Death Note" and Oh!Great of "Air Gear". My current favourite manga, though, is Eichiro Oda's "One Piece".
Which of your projects did you most like? That's a very difficult question to answer! I don't think I have a particular story that I like best - sometimes the ones that I like better don't get approved by the publisher, so even if I like a particular project more than others, it doesn't mean it will necessarily come to fruition. I feel I enjoyed each of my projects in its own way, and to be honest, each of my published works is like a collaboration, so they always have bits of other people I've worked with in them. Both "The Dreaming" and "In Odd We Trust" (with Dean Koontz) was like that, and they were both interesting to do due to the input from other people, be they editors or the original creator of the story.
What is your biggest inspiration when you do a mystery-horror story? My worst fears are always an inspiration - I think when you write a horror story, you plumb what you're afraid of first. What I'm afraid of is usually what other people are afraid of, so it's not that hard to reach out to your readers. Some people have specific things they're afraid of, but usually they can be lumped into the same few categories. It's usually the unexplained, both within themselves and outside themselves, that people fear the most. This gives me alot of ideas of play with, and lots of interesting ways I can manipulate these story ideas. I think the very best horror stories exploit not monsters or serial killers, but feelings like guilt, shame and regret. Everyone experiences these feelings and no one likes feeling them. Putting characters in those situations where they feel these things really makes the reader uncomfortable.
Your first manga - The Dreaming - was launched by Tokyopop. Would you like to have some title launched initially in China? I'd love to have my work printed in China, but unfortunately I don't really have any publishing connections there. It's also a tough market to crack, so for now, sticking to the US is good enough for me! *laughs* I don't think it matters where a story is initially launched, as long as it does successfully enough with the audience it's intended for. If it does that, I think it's mission accomplished. If your work is good enough, then other countries will eventually want the publishing rights to your work.
In Brazil, we have many mystery-horror stories that happen in schools. Have you based on some infantile history of yours when you wrote The Dreaming? "The Dreaming" isn't based on any childhood story of mine, but I do have a classmate who vanished after high school. Mostly "The Dreaming" took inspiration from a famous Australian novel called "Picnic at Hanging Rock", but I find it creepy when I think of my classmate who disappeared. She had gone bushwalking and camping in Tasmania, and somehow never made it to her destination. Her camping gear was found, but she never was. What happened to her? I was thinking about her when I wrote "The Dreaming" too. Her case isn't really unusual, since people disappear all the time. It's just hard when it happens to someone who you know.
Would you like to see your story as an animation or a film? I would love to see it as a film, though animation would be great too. Any adaptation of it would make me very happy. I imagined it as a film when I first started drawing "The Dreaming" though, so a film is still my first choice.
Do you know any Brazilian or Latin artists? Unfortunately, no. I would love to know some though. I'm afraid my knowledge of Latin American artists/authors is pretty bad. *sheepish laugh*
Would you like to come to events or lectures in Brazil or ohter Latin country? Or aren't you a parties adictive? I'm not much of a party person, but I've always wanted to visit Latin America. It's one of my pipe dreams. One of the places I've dreamed of visiting is the Edge of the World, which is in Puerto Iguaza, Argentina. It's the southern-most tip of Latin America, and beyond it is just Antarctica. There's a lighthouse there, and people go there to leave all their sadness behind. I figure that it'll be quite a long and worthwhile trip.
Tell us about your current project? Any future projects? Right now I'm working on a short story for Yen Press, and after that, I'm working on a second book with novelist Dean Koontz. The name is yet to be decided, but we've got the story outline and I'm waiting for the script so I can start drawing.
What advice would you give for young artists? Persevere! Also, finish high school, and always have a back-up job! I wish I can say that the life of an artist is high-rolling and flowing with cash, but unfortunately, it can be a struggle to make ends meet, even if you're successful. Still, it's wonderful and brave to follow your dreams (instead of just doing what everyone else is doing), and if you have done that, then you should have no regrets regardless of the outcome. You may get alot of rejections at first, but keep at it and eventually you'll find someone who appreciates your work. Nothing beats getting rewarded for your hard efforts, but always remember that the joy is in the process of creating too, not just where that finished product ends up.
Thank you! Special thanks to Queenie Chan and Fernando Ventura
E N T R E V I S T A
Queenie Chan é a autora do mangá The Dreaming, lançado no Brasil pela Lumus Editora. Ela conversou com o Papo de Budega sobre seus trabalhos e demais projetos. Queenie Chan também tem um a website com diversas informações sobre ela e seus títulos.
Por favor, nos fale um pouco sobre você. O que gosta de fazer, de ler, etc. Meu nome é Queenie Chan, sou uma mangaka chinesa / australiana. A terra natal de minha família é Hong Kong, mas eu vivi na Austrália desde os seis anos. A maioria dos meus trabalhos são para o mercado americano e atualmente estou trabalhando junto com o novelista Dean Koontz em nossa segunda obra. Já trabalhei para a Tokyopop, fazendo a série de mistério/horror de 3 partes The Dreaming. Gosto de ler todos os tipos de histórias bem escritas, especialmente as de terror, ficção científica e fantasia. Se eu tivesse que escolher somente um gênero para trabalhar, seria o último. Curto poder fazer histórias medievais e com duendes.
Quais são seus autores favoritos? Mesmo depois de anos, meu autor favorito ainda é Osamu Tezuka, criador de Astro Boy. Eu me inspiro muito relendo seus trabalhos, como Phoenix, Black Jack, Doro Doro, Buddha entre outros. Também gosto de Slan Dunk de Takehiko Inoue, Bersek de Kentarou Muira, Death Note de Takeshi Obata e também Air Gear de Oh! Great (Oogure Ito). Meu mangá favorito atual é One Piece de Eichiro Oda.
Qual dos seus projetos você mais gostou? É uma pergunta muito difícil responder! Acho que não tenho uma história em particular que seja minha favorita - às vezes a que eu mais gosto não é aprovada pelo editor, então não necessariamente meus projetos favoritos foram publicados. A verdade é que gosto dos meus projetos cada um de forma uma diferente, e, para ser honesta, cada projeto publicado é uma colaboração e tem pedacinhos de inspiração de outras pessoas com quem trabalhei. Tanto The Dreaming quanto Odd We Trust (com Dean Koontz) foram dessa forma, ambos são interessantes devido ao trabalho em conjunto com várias pessoas, sejam editores ou outros criadores.
Quais são suas maiores inspirações ao escrever histórias de mistério/horror? Meus medos são sempre uma inspiração, acredito que quando você escreve uma história do horror, você é quem tem que sentir medo primeiro! Geralmente os meus medos são os mesmos que outras pessoas também portanto, pensando assim, não é tão difícil atingir os leitores. Algumas pessoas têm medos específicos, mas que podem estar em categorias também específicas. Normalmente é o inesperado. E isto dá uma idéia de jogo, o que me possibilita manipular a história. Acho que as melhores histórias de horror não exploram apenas monstrous ou serial killers, mas sentimentos como culpa, vergonha e repressão. Todos temos estes sentimentos e ninguém gosta de senti-los. Por isso, o leitor se sente incomodado ao ler sobre personagens passando por estes sentimentos.
Seu primeiro mangá - The Dreaming - foi lançado pela Tokyopop. Você gostaria de ver suas histórias lançadas na China? Eu adoraria que meu trabalho fosse lançado na China, mas infelizmente não tenho editores por lá. É um mercado difícil de entrar, então por enquanto estou contente em publicar nos Estados Unidos! (risos) Mas, não importa onde a história é lançada inicialmente, mas sim se tem êxito com seu público. Se o trabalho for realmente bom, outros países eventualmente se interessarão por seus direitos.
No Brasil temos muitas histórias de mistério/horror que acontecem em escolas. Você baseou-se em alguma história da infância quando escreveu The Dreaming? The Dreaming não é baseado em histórias da minha infância, mas uma colega de sala desapareceu no colegial. De forma geral, The Dreaming foi inspirada na famosa novela australiana Picnic at Hanging Rock, mas eu a acho assustadora quando me recordo de minha colega que sumiu. Ela foi para a Tasmania e de lá nunca mais foi vista. Suas coisas foram encontradas, mas ela não. O que teria acontecido? Eu pensava nela também quando escrevi The Dreaming. Seu caso não foi assim tão incomum, pois infelizmente pessoas desaparecem o tempo todo. Mas é duro quando isso acontece com alguém que você conhece.
Você gostaria de ver sua história transformada em um desenho animado ou um filme? Eu adoraria ver um filme, embora uma animação também seria legal de ver. Acho que qualquer adaptação seria bem-vinda. Eu tinha imaginado The Dreaming como filme quando comecei a fazer a história. Acho que seria minha primeira escolha.
Você conhece algum artista brasileiro ou latino? Infelizmente, não. Eu adoraria conhecer algum, mas meu conhecimento de artistas latinos não é muito bom... (risada envergonhada!)
Você gostaria de visitar eventos ou ministrar palestras no Brasil ou outros países latinos? Ou você não é muito fã de festas? Não sou uma pessoa que vá muito a eventos, mas eu curtiria muito conhecer a América Latina. Um de meus sonhos é conhecer Puerto Iguaza na Argentina. É o lugar mais ao sul da América Latina, antes do continente Antártico. Há um farol lá, onde as pessoas vão para deixar suas tristezas para trás. Acho que seria uma longa e muito válida viagem.
Qual é o seu projeto atual? Algum projeto futuro? Agora, estou fazendo uma pequena história para a Yen Press e logo depois farei um segundo livro com o novelista Dean Koontz. O título será decidido ainda, mas já temos o argumento definido e estou esperando o texto para começar a desenhar.
Que conselho você daria aos novos artistas? Seja perseverante! Termine o colegial e tenha sempre um trabalho alternativo! A vida de um artista não é fácil, e infelizmente, há muitos obstáculos a serem ultrapassados, mesmo se você for bem-sucedido. Ainda assim é maravilhos agarrar os seus sonhos (ao invés de apenas fazer o que todos os outros estão fazendo). E se você seguiu seus sonhos, não deve se penalizar independente dos resultados. A gente encontra muitas rejeições no início, mas sempre vai ter alguém que vai gostar do seu trabalho. Nem sempre somos recompensados devidamente pelos nossos esforços, mas lembre-se sempre os momentos alegres no processo de criação, e não pense apenas onde o produto final vai te levar.
Obrigada pela entrevista. Agradecimentos especiais para Queenie Chan e Fernando Ventura
O Papo de Budega conversou com Sérgio Figueiredo, o diretor de redação publicações licenciadas da Abril (Disney, Warner, Nickelodeon, DreamWorks). Figa, como é conhecido no meio, é formado em jornalismo e administração de marketing. Ele começou como editor das revistas em quadrinhos Marvel e DC em 1987. No ano seguinte, atuou como editor-chefe de todas as publicações de super-heróis até 2002, quando a Marvel passou a ser publicada pela Panini. Figa assumiu as publicações Disney em 2003 e hoje é diretor de redação das publicações licenciadas (Disney, Warner, Nickelodeon, DreamWorks). Ele nos falou - em especial - das edições de quadrinhos. Contudo, a redação também atua com revistas de informação, revistas de atividade e álbuns de figurinhas.
Qual o seu personagem favorito? Pergunta sempre difícil. Entre os heróis: Homem-Aranha. Na Disney: Donald. No cinema: Indiana Jones.
A veiculação dos desenhos clássicos Disney na Globo contribuiu para a venda dos quadrinhos? Não há uma ligação direta entre a veiculação dos desenhos na TV e a venda das revistas em quadrinhos Disney. Pelo menos, nada que possamos mensurar. De qualquer forma, é sempre melhor ter seus personagens na mídia eletrônica do que fora dela.
O que seria necessário para que a Abril pudesse voltar a produzir quadrinhos Disney no Brasil? Esta é a questão: não existe, pelo menos no momento, necessidade de fazê-lo. A produção estrangeira é ampla e variada e atende perfeitamente as necessidades do nosso mercado.
Outras editoras aproveitam recursos de seus grandes hits e investem em seus outros produtos. Essa poderia ser a solução para a produção de histórias Disney nacionais? Não precisamos investir em quadrinhos Disney nacionais. As histórias nacionais atenderam uma necessidade de outros décadas, quando havia mais demanda por gibis Disney do que histórias disponíveis para se publicar. Além do mais, o mundo globalizado tornou a temática Disney ainda mais universal do que já era.
Na Itália existem programetes na TV sobre os lançamentos Disney. A Abril teria interesse em uma joint-venture desse tipo com o Disney Channel? É sempre possível, mas é preciso entender que quem edita os quadrinhos Disney na Itália é a própria Disney, não um empresa licenciada como no resto do mundo, inclusive no Brasil. Desta forma, há uma simbiose natural entre a editora e o canal. Já no Brasil, precisaríamos costurar um acordo que se assemelha à "publicidade editorial", um assunto sempre espinhoso.
Por que a Abril não publica mais histórias Disney francesas e holandesas? Temos um interessante acordo de fornecimento firmado com a Itália e a Dinamarca, acordo este que atende, por enquanto, as nossas necessidades.
A Abril tem interesse em lançar a Witch versão mangá? Ou estudou a possibilidade de lançar outros mangás Disney? Estamos analisando os novos mangás. Existe, sim, a possibilidade de serem lançados no Brasil, assim que concluirmos a coleção Carl Barks no segundo semestre.
O projeto Inducks está próximo de catalogar todas as revistas Disney publicadas até hoje no Brasil. Também foram levantados muitos créditos de histórias nacionais considerados perdidos. Quanto o projeto auxilia na produção das revistas Disney? Quais outras iniciativas dos leitores a Abril aprecia e apoia? O Inducks é uma ferramenta maravilhosa. Admiramos e respeitamos o esforço e a dedicação das pessoas que atualizam essa incrível enciclopédia virtual Disney. O Inducks auxilia nossos editores nas pesquisas para as edições nacionais e até mesmo na elaboração de respostas aos leitores nas seções de cartas. Quanto a outras iniciativas de leitores, ficamos sempre muito satisfeitos quando nosso público escreve e liga para a Redação, comentando, opinando e criticando.
Quais são os planos da Abril depois que a coleção do Carl Barks terminar? Há algum projeto para o retorno de "Mestres Disney"? Não especificamente Mestres Disney. Mas deveremos contemplar autores e sagas clássicas em futuras coleções. Também estamos estudando como realizar uma bem-sucedida volta de edições temáticas, no estilo Disney Especial.
Como será a distribuição dos quadrinhos daqui em diante? Existe alguma previsão de quando os kits com revistas Disney de linha chegarão de fato à Loja Abril? No ano passado, implementamos a distribuição em fases para os quadrinhos. Primeiro, capitais e principais cidades das regiões Sul e Sudeste. Depois, em pacotes promocionais com 4 edições, as revistas chegam às capitais e principais cidades das demais regiões. Infelizmente, tivemos problemas em disponibilizar os quadrinhos na Loja Abril. Recebemos algumas mensagens furiosas (e com razão!) de clientes que não conseguiram comprar os gibis pela internet. Mas a situação deverá ser regularizada em breve.
Muito discute-se na net qual o público dos quadrinhos Disney no Brasil. Possivelmente os leitores seriam mais adultos. Não seria interessante ter um website com uma "cara" mais adulta para estes leitores? Em termos. De fato, temos milhares de leitores que aprenderam a ler e cresceram lendo os gibis Disney – fãs que agora têm 40, 45, 50 anos de idade. Muitos, inclusive, dão testemunho disso em nossas seções de cartas. Por outro lado, temos milhares de crianças que estão entrando no mundo mágico Disney neste instante. Essas crianças também se manifestam em nossas seções com a mesma ênfase e carinho dos adultos. Acredito que o planetadisney.com.br atende os dois públicos, fazendo o papel de vitrine de nossos lançamentos. O público adulto, mais crítico, é servido com nossas notícias diárias no planetadisney.com.br, além de participar ativamente de listas de discussão em outros sites.
A Abril já está se preparando para a veiculação do High School Musical Brasil, com álbuns ou revistas especiais? Sim, em abril teremos uma coleção de fotocards e uma nova revista de HSM A Seleção.
Alguma novidade da marca Powers Rangers? Haverá algum material especial em comemoração a 15ª temporada? Estamos desenvolvendo com a Disney, para os fãs de todas as idades, um superálbum de figurinhas com todas as temporadas da série: heróis, vilões, equipamentos, zords, etc. Se tudo der certo, deveremos ter o álbum pronto para o segundo semestre. A revista mensal tem mostrado as séries SPD e Mystic Force. Operation: Overdrive vai estar em abril na nossa revista de atividades Pinte Legal, destinada a crianças de até 8 anos.
Serão lançadas figurinhas com as Olimpíadas como tema? Isto ainda está indefinido.
E as outras licenças? A Editora Abril adquiriu os direitos de muitos grandes personagens para figurinhas e revistas. Vocês irão ver nas bancas muito em breve.
Aparentemente, a Panini cancelou o título Monster Allergy, que tempos atrás pertencia a Abril. A editora acredita na possibilidade de retomar este quadrinho? Não existe essa possibilidade, pois não é do nosso interesse.
Você teria algum outro comentário que gostaria de fazer e eu não perguntei? Gostaria apenas de agradecer a oportunidade e o convite para a entrevista. E dizer aos fãs de HQs e colecionadores de figurinhas que muitos bons produtos estão a caminho.
Papo de Budega talked with Kaz Yamashita, Director, Licensing and General Administration of the Toei Animation. He and president company had come to Brazil in 2007. With more time, Yamashita said us about Brazilian market and some titles.
Does Toei knew about the dubbing problems in Saint Seiya Hades Chapter Inferno and how much the studio exchange disliked Brazilian fans? We have heard the fans’ feedback a little bit, but don’t know how big the fans against the dubbed version. Please let us know the issue and we would like to solve such issue or future dubbing.
Saint Seiya it’s not a big success in U.S.A. , one of the biggest markets of the world. The delay in Saint Seiya production occurred due to the failure in U.S.A.? I don’t know the exact reason. When we launch the show in each market, we always believe it would succeed, but sometimes didn’t. We don’t think there was a delay in production of English version.
Does Toei believes that selling anime in phases (52 episodes then 52) can be a problem or confuse the licensing? Is it not better to sell bigger lots? If possible, we would like to license the entire show at one time. But as you know, sometimes the episode licensed would be 52, 70 or could be over 200, due to the broadcaster’s budget or timing of the production.
How doe Toei sees the posture of fansubers and other not official exhibition vehicles? Do you mean how we feel against fun-sub version on the internet? Fansubers on internet. But, in Brazil , it has sale of DVDs "not official" in stores. How do Toei sees the posture this stores that sales pirates DVDs? If we find such illegal DVDs sold at stores, we investigate first and discuss with our Tokyo HQ to take legal action. At the same times, we always seek for the opportunities of official license.
In Brazil, censorship creates a schedule to the TV programs according to the hours of exibition. Most of the Toei titles, however, are rejected by the censors. Does the company know about that? What does Toei do to avoid this kind of problem? We don’t think most of our titles were rejected by Brazilian censorship because we could license Dragonball, Saint Seiya, Sailormoon or Digimon before. We understand the Censorship is a challenge to lots of animation studios like us. Along with free TV networks, we are working on other outlets to exhibit our shows such as cable channels or DVDs.
The Digital TV system in Brazil (HDTV) is similar with the one used in Japan . Does Toei already thinks about developing strategies for the system (implemented in December 3th) or is it still too early? We have started providing some TV series in Japan in a HD format.
Toei has offices in Europe, Phillipino and United States . The company have intentions to open an office in Latin America? Sorry I don’t have any idea.
Slam Dunk was shown in the Animax Asia channel. Do you know if the anime will arrive at Latin America Animax? I don’t know. We hope can work with Animax Latin America with our titles as many as possible.
National Kid, Tokkei Winspector, Bishoujo Kamen Poitrine and Kamen Rider had been shown in Brazil some years ago. Does Toei retain the rigths and tapes from those original brazilian dubbings? Those live shows are not our titles.
One Piece could have "substituted" Dragon Ball Sagas success, but the 4Kids’ edition "killed" anime in American continent. How does Toei can revert the situation and malke profits with One Piece on the region? We would like to exhibit the original version but sometimes it is difficult with the requirements from each local TV network or government. Sometimes uncut DVD.
Do you know when One Piece anime will finish? No. I don’t have any idea.
Dragon Ball Sagas is still Toei’s biggest commercial success? Or there are other important titles in the commercial focus? Yes. DB series is our biggest success. Currently, Pretty Cure is getting expanding in the international market. Saint Seiya and Digimon are also some our popular franchise to the international market.
Is it in the company’s intends to participate of the commemoration of the Japanese Immigration Centenarian in Brazil? At this moment, we don’t have a specific plan but we would like to think the possibility to work on the 100th anniversary from the 1st immigrant, not only introducing our titles.
Thanks so much for interview
ENTREVISTA OCM KAZ YAMASHITA, DIRETOR DA TOEI ANIMATION
O Papo de Budega conversou com Kaz Yamashita, gerente geral e diretor da Toei Animation. Ele e o presidente da companhia vieram ao Brasil no final de 2007. Com mais tempo, Yamashita falou um pouco mais do mercado brasileiro e alguns títulos.
Toei soube dos problemas relacionados a dublagem de Cavaleiros do Zodíaco: Hades – A Saga do Inferno? E quanto a troca de estúdio desagradou os fãs? Nós ouvimos um pequeno número de fãs, mas não sabíamos que muitos fãs não gostaram da dublagem. Por favor, gostaríamos de saber de tais problemas para resolvê-lo em ocasiões futuras.
Cavaleiros do Zodíaco não foi um sucesso nos Estados Unidos, um dos maiores mercados do mundo. O atraso na produção de CDZ ocorreu devido ao não sucesso nos EUA? Não sei o motivo exato... Quando lançamos um título em cada mercado, nós acreditamos sempre que terá sucesso, mas às vezes isso não acontece. Não acreditamos que o atraso da produção ocorreu por causa o mercado americano.
A Toei não acredita que as vendas em fases (52 episódios em 52) pode ser um problema ou atrapalha no licenciamento? Não seria melhor vender em grandes lotes? Se possível, gostaríamos que um anime fosse ao ar todo de uma vez só. Mas, muitas vezes, as licenças acontecem de 53, 70 ou até um lote superior a 200 episódios, devido às exibições na televisões ou calendários de produção.
Como a Toei vê a postura dos fansubers e outros tipos de exibições não oficiais? Você quer dizer fansubers de internet? Fansubers de internet... Mas, no Brasil, existe a venda de DVDs piratas em lojas. Como a Toei enxerga a postura das lojas que vendem DVDs piratas? Se encontrarmos DVDs ilegais vendidos em lojas, nós investigaremos e discutiremos com a Central em Tóquio para tentar uma ação judicial. Ao mesmo tempo, sempre tentaremos fincar as oportunidades de licença oficial.
No Brasil, a classificação etária (censura) criou horários para os programas de televisão. Muitos títulos da Toei, entretanto, foram rejeitados pela censura. O que a Toei pensa disso? A empresa acredita que isso é um problema? Não acreditamos que maioria dos nossos títulos foram rejeitadas pela censura brasileira porque licenciamos Dragonball, Cavaleiros do Zodíaco, Sailormoon ou Digimon antes. Entendemos que a censura é um desafio para muitos estúdios de animação como nós. Juntamente com redes de TV aberta, TVs a cabo e empresas de DVDs, estamos trabalhando em outros mercados para expor nosso material.
O sistema de TV digital (HDTV) do Brasil é semelhante ao usado no Japão. A Toei já está trabalhando no desenvolvimento de estratégias para este novo sistema? Começamos a trabalhar com algumas séries de televisão no formato HDTV.
A Toei tem escritórios na Europa, Filipinas e Estados Unidos. A companhia pretende abrir um escritório na América Latina? Por hora, não tenho conhecimento disso...
Slam Dunk foi exibido pelo Canal Animax na Ásia. Você sabe se o anime chegará ao canal na América Latina? Não sei. Esperamos poder trabalhar com o Animax LA com nossos títulos o mais breve possível.
National Kid, Winspector, Bishoujo Kamen Poitrine (Patrine) e Kamen Rider foram exibidos no Brasil anos atrás. A Toei tem os direitos destes títulos com as dublagens originais? Estas séries não são nossas propriedades...
One Piece poderia ter sido o “substituto” do sucesso de Dragon Ball Sagas, mas a edição da 4Kids “matou” o anime no continente americano. Como a Toei pode reverter esta situação ter lucros com OP na região? Gostaríamos de exibir a versão original, mas muitas vezes é difícil com os requisitos de cada rede de televisão local ou do governo local...
Você sabe quando o anime de One Piece acabará? Não faço idéia...
Dragon Ball sagas ainda é o maior sucesso comercial da Toei? Ou já há outro anime importante no quesito comercial? Sim... DB sagas é nosso maior sucesso. Atualmente, Pretty Cure está crescendo no mercado internacional. Cavaleiros e Digimon são algumas de nossas mais populares franquias no mercado internacional.
A empresa pretende participar da Comemoração do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil? Até o momento, não temos um plano específico, mas gostaríamos de pensar em uma possibilidade de atual no Centenário, não apenas com nossos títulos...
The Galerie Michael Jansen in Berlin, Germany will launch a solo exhibition of new art by the illustrator and anime/videogame designer Yoshitaka Amano on January 18. The "Yoshitaka Amano: Deva Loka" exhibit will feature over 30 new works — several of which can be seen on the gallery's website. Complete news on Anime News Network.
A nota do ANN informa uma exposição de Yoshitaka Amano 天野 喜孝 , que acontece na cidade de Berlim. Ele é desenhista, ilustrador de pinturas, animes e games. Seus trabalhos mais conhecidos são as várias versões de Final Fantasy games e Vampire Hunter D anime. Só para lembrar, o Papo de Budega já fez uma entrevista com o artista, que pode ser acessada neste link.
Papo de Budega had a talk with Jungo Maruta, President of the Madhouse Studios, and Alex Yeh, it's representative. They answered our questions, some weeks after their visit to Brazil in July. Attention: Portuguese version can be seen in sites Jbox and Animagic Animation. And in Papo de Budega still this week.
Says a little of your career out and inside of the Madhouse. I was nominated president and CEO of the MADHOUSE, thus that public company INDEX acquired studio. Also, I had suggested for the CEO of the INDEX (my friend of more than 10 years) to buy MADHOUSE, a time that anime is a japonese typical media that has potential to conquer the cinematographic industry of the world.
Which was biggest success title of the studio? "Success" can be interpreted many ways, but we can say that Ninja Scroll, Vampire Hunter D, Death Note, Nana, Metropolis, Paprika, Tokiwo Kakeru Shojo are titles well-known.
Many Japanese publishing companies have its proper producers or agreements with specific studios. Has Madhouse some specific contract with some publishing company in Japan? We have relationship with all publishing companies. Recently, we have produced more titles based KODANSHA and SHUEISHA publications.
In one anime or movie, if something has that to be modified, who is the last word: producer, director or author? Or is it changeable in accordance with title? Basically we give finishes word to director. It´s our procedure standard.
How much is time a TV episode ready? Normally, we initiate pay-production one year before the series will be air. Therefore, if series one goes to last 1 year, will be producing during two years.
Madhouse has some control of the quality of its titltes that are launched by world, or is this position just of the deliverers? Normally it´s position of the deliverers, but we are in involving each time more.
Death Note´s a success. But the it has many controversies involving the title. What Could you say about Death Note? I bilieve that title is extremely appropriate for entertainment. I particularly, wouldn´t like to find one 'death note'...
Madhuse has diverse mature adults titles. Is this proposital? It´s coincidently the success titles are come back for adults, but Madhouse also produces animes for children. Doesn´t exist strategy or intention to create image of we just make movies for adults. The industry placed this image in our studio.
What do studio not accepted to make? We don´t enter on situation who we have that to dispute the production for the price. We don´t produce movies that our directors don´t feel themselves attracted.
Is Brazil the first country of Latin America that a representative of the Madhouse visits? Yes, inside of my knowledge.
Despite great population, Brazil still don´t have a great anime market. What do Madhouse found interesting in Brazil to make visit? I believe we have chance any country where has fans attending anime. I particularly was made an impression with so great passion of Brazilian fans, and I believe on future business-oriented in Brazil. If exists a restriction factor, it´s official language to be Portuguese (well less spread out do that Spanish).
Do you already knew the events of anime happen here? Honest, not..
On the conference press, you said that would be interesting to make partnerships with Brazil to animation. Would it be in storyboards, scenes or animation? With people in the creative area... Scriptwriters, ilustrators, etc... Who knows directors of Brazilian movies?
Do you know Brazilian artists in the animation area, script or drawing? Not. But I hear many about Fernando Meireles, Walter Salles...
Do you believe mangas of other countries (not Japanese) can be animes by Madhouse? Oh, sure, if manga will be attractive of creative and to have chance around business-oriented...
It is possible them foreign artists to send works (drawings or scripts) for the Madhouse? Sure!
Would you have some final commentary? Or would you like to say something that I wasn´t asked? I believe that the anime market in Brazil opens each time more, through incessant growth of gotten passionate Brazilian fans. Brazilian fans: I wait to bring more animes to Brazil and I waits that you attend each time more! Thank you!
ALEX YEH
What is public company Index? It´s a company with main focus in distribution of content to cell company. It´s English website: http://www.index-hd.com/english/index.html
Do Madhouse intends to visit other Latin America countries soon and to create plans to region? In the majority of the American countries the official language is the Spanish… We are thinking about marking presence in Latin America, but we have Brazil as priority.
How can foreign artists send its works? It´s necessary to have a marketing project, similar to Afro Samurai? The artists can contact our teams to submit the works. They need to have clear objectives of the that they search when submitting work for Madhouse (to want work, to present projects, searched training, etc..). If project will have marketing acceptance, the possibilities is always biggest.
My special thanks to Mr. Maruta, Mr. Yeh and Fernando Ventura